Por vinicius.amparo
Em São Gonçalo%2C os tapetes chegam a ter dois quilômetros de extensão arquivo pessoal

Rio - Tapetes de rua são uma tradição de muitos anos. Nascidos em Portugal, eles são feitos para manifestar a arte de fiés da Igreja Católica e "demarcar" o caminho para a passagem da procissão de Corpus Chirsti, de todo o território brasileiro. Mais famoso da América Latina, o tapete de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, sustenta anualmente seus dois quilômetros de extensão e desenhos diversos. Mas, como é a preparação dos fiés para confeccionar essas obras de arte ?

A preparação dos tapetes em São Gonçalo, que têm normalmente cinco metros por três, duram normalmente a noite toda. A estudante Franciane Castelhano, 25, conta que na cidade, a produção já começa a ser feita um mês antes da véspera. Ela conta que apesar da dureza de enfrentar o frio noite a dentro e até de vez em quando, a chuva, adora participar.

"Às oito da noite começa os preparativos para os tapetes que foram planejados há um mês. Sempre pedimos para que as pessoas levem lanche e agasalho, porque faz muito frio durante a noite. Na nossa Paróquia, a Nossa Senhora da Conceição, no Pacheco, temos normalmente quatro tapetes todo ano. Quando a gente acaba, vamos em busca de ajudar os colegas que precisam. A gente se sente como parte da própria cerimônia, estamos preparando o caminho de onde Jesus vai passar no dia seguinte. É muito bonito e gratificante ver a quantidade de pessoas trabalhando juntas. Sempre digo que somos um corpo com muitos braços", explicou.

Já em Niterói, também na Região Metropolitana, a confecção dos tapetes acontece de manhã. Junior Vilasboas, estudante de 22 anos que participa pela Paróquia Santo Cristo dos Milagres, no Fonseca, conta que considera uma das melhores festas cristãs. "Dentre as festas criadas pela igreja, essa é uma das mais gratificantes. São oito anos que a gente participa e é muito bem organizado, eu adoro participar".

Cerca de 100 tapetes são feitos anualmente em Niteróiarquivo pessoal

Ele conta que os tapetes, que têm três metros de largura, por seis de comprimento chegam ao número de 100. "São muitos tapetes e muita gente envolvida. A gente tem que ter até um planejamento bem antecipado. Começamos com dois meses antes, e vamos recolhendo itens dos fiéis. Aí quando chega o dia, levamos bastante lanche para aguentar a manhã de trabalho", contou.

Reportagem de Vinícius Amparo



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