Rio - Patrimônio histórico, a Estação da Leopoldina não pode mais ser palco de festas por falta de segurança e autorização dos órgãos de preservação. O espaço era alugado pela Supervia S/A. A decisão é do juiz Paulo André Espírito Santo, da 20ª Vara Federal, com base em ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) para recuperação e manutenção da edificação. A empresa informou que aguarda a notificação da Justiça para tomar providências.
Inaugurado em 1923, o uso não autorizado do prédio resultará em multa de R$ 100 mil por evento. Segundo o MPF, o prédio está deteriorado, não tem equipamentos para combate a incêndio, há rachaduras, infiltrações e até perigo de desabamento da marquise metálica que cobre o acesso principal.
Além da Supervia, a construção é de responsabilidade dos governos Federal e Estadual que ocupam parte do espaço. Há um baile funk previsto para sábado e a festa ‘Noite das Bruxas’, marcada para dia 31. Na decisão o juiz determinou que em 48 horas os produtores e os compradores dos ingressos devem ser informados da medida sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
Em nota, a Supervia, que desde 2011 quando passou a ser administrada pela Odebrecht, argumentou que elaborou um projeto de restauração da Estação Leopoldina, de acordo com as exigências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Porém ressaltou que atua só nas plataformas, gare e salas do primeiro piso. Não está autorizada a operar os andares superiores, onde funcionam unidades dos governos estadual e federal.




