Por nicolas.satriano

Rio - Apontada como possível solução para a crise hídrica na Região Metropolitana, a construção de uma barragem no Rio Guapiaçu, em Cachoeiras de Macacu, divide opiniões. O governador Luiz Fernando Pezão acredita que a obra possa minimizar os danos com a estiagem, enquanto a CPI instaurada pela Alerj para avaliar a crise minimiza e propõe debate com ribeirinhos.

A gente tem que fazer um grande reservatório em Cachoeiras de Macacu para abastecer a região”, disse Pezão. Segundo o governador, a obra apenas não saiu do papel por causa de um problema latifundiário. “São cerca de 80 produtores rurais, nenhum deles tem a titulação daquelas terras.”

Segundo Luiz Paulo (PSDB), que preside a CPI da Crise Hídrica na Alerj, existem outras alternativas que o estado precisa levar em consideração antes de optar pela construção da barragem. “Nenhuma solução prescinde de outra, é preciso analisar todas.” Segundo ele, é preciso ouvir os moradores. “São os mais afetados.”

A CPI elaborou um plano de ação que deverá ser publicado esta semana. O DIA teve acesso ao documento que aponta alternativas como utilização de águas de reúso, dessanilização dos mares e um mutirão para proteção das baías hidrográficas como alternativas. Em tempo, pois nesta quinta-feira às 10h a Secretaria de Estado do Ambiente lança Pacto das Águas, para proteção de mananciais.

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