Rio - A Justiça do Rio negou o pedido de liberdade aos cinco policiais militares envolvidos na morte de um jovem, em setembro do ano passado, no Morro da Providência. A decisão é do juiz Daniel Werneck Cotta, da 2ª Vara Criminal da Capital, e os réus Eder Ricardo de Siqueira, Paulo Roberto da Silva, Pedro Victor da Silva Pena, Riquelmo de Paula Geraldo e Gabriel Julião Florido são acusados de homicídio qualificado e fraude processual contra Eduardo Felipe Santos Victor, de 17 anos.
“Diante do contexto apresentado, ao menos por ora, nenhuma das medidas cautelares típicas alternativas à prisão se mostra suficiente a evitar o risco à instrução criminal e aplicação da lei penal, na forma explicitada. Ante o exposto, mantenho o recebimento da denúncia e indefiro os requerimentos defensivos para manter a prisão preventiva dos acusados”, justifica o magistrado na decisão.
Durante o vídeo, moradores relatam o momento em que o adolescente se move. “O moleque levantou a mão e gritou: ‘Ai, ai, ai, para, para. Estava rendido. Que Deus o tenha, podia ser um filho meu. Essa é a UPP! A UPP fajuta!”, desabafou uma das pessoas que filmaram a morte de Eduardo. “Eu tô tremendo as pernas. Levantei no primeiro tiro e vi o moleque levantar a mão e se render. Deram à queima-roupa. Novinho ele, gente”, contou outra testemunha.
A primeira audiência de instrução e julgamento do caso acontecerá no dia 17 de fevereiro. As testemunhas arroladas pela defesa dos réus Paulo, Pedro e Riquelmo (PMs que acompanharam a incursão no Morro da Providência e os peritos responsáveis pelos laudos do local do fato e do exame de corpo delito) não serão intimadas, pois não foi possível localizar nos autos as respectivas identificações.




