Governo estuda descontar 10% no salário do servidor para criar fundo

Visando reduzir gastos com a folha, Secretaria Estadual de Fazenda analisa criar empréstimo compulsório sobre salários

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Rio - Para diminuir os gastos com a folha de pagamento, a Secretaria Estadual de Fazenda estuda a criação de um empréstimo compulsório sobre os salários de todos os funcionários — ativos e inativos — e prestadores de serviço. A proposta ainda será levada ao governador em exercício, Francisco Dornelles.

O dinheiro descontado — cerca de 10% do salário — iria para um fundo administrado pelo próprio governo. Os valores seriam entregues aos servidores apenas quando as finanças do estado estivessem equilibradas.

Diferença
O compulsório apenas amenizaria o problema. Com salários de servidores e comissionados, o governo gasta R$ 36,5 bilhões por ano — uma economia de 10% representaria um corte de R$ 3,6 bilhões. O déficit do estado — a diferença entre o dinheiro que entra e o que sai — chega a R$ 18 bilhões anuais.

Pouco efeito
No início de junho, Dornelles anunciará uma redução drástica no número de comissionados, mas o impacto nas finanças será pequeno. Por ano, os gastos com todos esses profissionais não ultrapassa R$ 500 milhões.

Demissão de estáveis
O governo não descarta demitir funcionários estáveis, medida permitida quando despesas com a folha ultrapassam o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Prato feito
Secretário estadual de Assistência Social, Paulo Melo quer que outras prefeituras sigam o exemplo de Campos e assumam o controle dos restaurantes populares.

Saudade da Guanabara
Secretário nacional de Cultura, Marcelo Calero foi candidato a deputado federal pelo PSDB em 2010. Um dos pontos de sua plataforma previa a recriação do Estado da Guanabara, que ocupava o território da cidade do Rio e que, em 1975, foi fundido ao Estado do Rio. Calero recebeu apenas 2.252 votos e não foi eleito.

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