Alfredo E. Schwartz, presidente da AeerjDivulgação
Parece fácil. Não me recordo, em minha longa vida, de dois anos tão ruins. Governantes despreparados ou mal intencionados, queimadas na Amazônia e no Pantanal, grilagem sem repressão, entre outras pragas, assolaram o país. A covid-19 dizimou a população mundial, causando tantas mortes quanto as guerras e revoluções que continuam a assolar o planeta. O aquecimento global só faz aumentar, e as emissões de carbono sem controle contribuem cada vez mais para envenenar a atmosfera.
Que as grandes potências se entendam, e a paz passe a reinar na Terra. Aí já começa a ficar difícil. A última grande estadista da nossa época, Angela Merkel, com sua sabedoria e competência, conduziu a Alemanha a uma supremacia pacífica na Europa. O que os alemães não conseguiram em duas guerras que mataram dezenas de milhões de civis, foi conseguido agora sem luta. Mas o equilíbrio entre as duas maiores potências mundiais, China e Estados Unidos, está cada vez mais instável.
A China precisa continuar se expandindo, para atender a um povo que passa a ter recursos e apetite para consumir, com acesso às redes sociais. Os índices de crescimento do país diminuíram, e mais e mais pessoas vão chegando a uma economia que já se encontra saturada. A única saída: crescer mais e mais, sem respeitar limites.
Que a Natureza pare de ser agredida. O poder de regeneração da natureza é enorme, mas tem limite. Agressões como a pesca indiscriminada em larga escala, a transformação das florestas em pastos, a mineração em terras indígenas, a poluição dos cursos d’água por esgotos e descarga de metais pesados, causam danos que não podem ser reparados.
A quantidade de animais em extinção aumenta a cada ano, e a cadeia alimentar de que fazem parte se extingue. A extração clandestina de madeira vai acabando com as grandes árvores, e assim o equilíbrio ecológico se rompe.
Alfredo E. Schwartz é presidente-executivo da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ)

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