Descolamento de rochas ocorre com frequência no local que já tem residências interditadas desde o último incidente - Reprodução Internet
Descolamento de rochas ocorre com frequência no local que já tem residências interditadas desde o último incidenteReprodução Internet
Por Ney Freitas
Posse - Moradores do Ingá, no distrito da Posse, passaram por mais um susto esta semana. Alguns blocos de rochas do antigo maciço voltaram a se desprender e rolar, caindo bem próximo às casas logo abaixo. Os primeiros episódios tiveram início há seis anos e, segundo geólogos que já avaliaram o local, o fato se deve ao desgaste natural das rochas causado pelo tempo, chuvas e ventos fortes.

Os episódios acontecem com certa frequência no local, que já possui 41 residências interditadas pela Defesa Civil desde o último grave incidente, quando muitas pedras rolaram e destruíram casas, em janeiro de 2019. Cinco anos antes, em 2014, foram interditadas seis casas após alguns pedaços de rochas terem se desprendido. Na época, especialistas chamados pela prefeitura afirmaram que as causas foram a variação térmica no paredão de rochas. A dilatação e a contração, consequências do frio e do calor, fizeram com que as pedras se soltassem, caindo em terrenos particulares. No ano passado toda a Estrada da Pedreira teve de ser interditada após a queda de grandes rochas. Algumas pesavam cerca de 50 toneladas e rolaram de uma altura de mais de cem metros.

A queda dos blocos da pedreira é bem frequente. Em setembro de 2017, mais rochas se desprenderam, mesma situação ocorrida no final de 2018, quando quatro casa foram destruídas. Em janeiro do ano passado, após mais um caso de rolamento das pedras, 41 imóveis foram interditados por conta do risco de novos deslizamentos. Na época, 27 famílias foram cadastradas pela Secretaria de Assistência Social. Segundo a Secretaria de Defesa Civil, não houve vítimas e nenhuma casa foi atingida esta semana. O órgão afirma, ainda, que apesar das fortes chuvas nenhuma ocorrência voltou a ser registrada no local.