Quatro policiais são baleados em favelas pacificadas nesta quinta-feira

Além disso, duas pessoas morreram e outras quatro foram baleadas em confrontos ocorridos nas favelas da Mangueira, Turano e Jacarezinho, na Zona Norte da cidade

Por O Dia

Rio - Ao menos quatro policiais militares foram baleados em favelas pacificadas nesta quinta-feira no Rio de Janeiro. Além disso, duas pessoas morreram e outras quatro foram baleadas em confrontos. No final da tarde, um soldado da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Mangueira, identificado apenas como Lira, foi atingido por dois tiros no pescoço. O agente foi socorrido em estado grave até o Hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão, onde, segundo o Comando de Polícia Pacificadora (CCP), se encontrava no centro cirúrgico, nesta noite.

O tiroteio na favela da Mangueira começou quando policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) local faziam um patrulhamento na localidade do Olaria. Agentes foram atacados por bandidos armados e houve confronto. Policiais de outras UPPs da região foram acionados e realizam buscas pelos suspeitos.

CONFRONTO NO TURANO

No Rio Comprido, também no final da tarde, um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Turano foi baleado durante um patrulhamento de rotina. Ele foi atingido quando passava com colegas pela Rua Paula Ramos, um dos principais acessos da favela. O policial, que não teve a identificação divulgada, foi levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, onde foi medicado. Seu estado de saúde não é grave.

Ainda no Turano, um outro homem foi baleado. A vítima também não teve a identificação revelada e foi encaminhada para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. Não há informações do seu estado de saúde. O Comando de Polícia Pacificadora não informou se ele estava envolvido no confronto. Na favela da Grande Tijuca, policiais apreenderam uma pistola calibre 9mm com um kit rajada acoplado.

JACAREZINHO TEM DIA DE GUERRA

Nesta manhã, na comunidade do Jacarezinho, também na Zona Norte, duas pessoas morreram e outras três, além de dois policiais, foram baleadas durante uma grande operação realizada pela Coordenadoria de Polícia Pacificadora, com o apoio de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), do Grupamento de Intervenções Táticas (GIT) das UPPs e do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque). Também foram detidas duas pessoas na operação.

Os dois policiais feridos foram encaminhados para o HCPM. Um deles já foi liberado. O outro segue internado na unidade e apresenta quadro de saúde estável. A coordenadoria não deu informações do estado de saúde das outras três pessoas feridas no confronto.

A Coordenadoria de Polícia Pacificadora explicou que a operação no Jacarezinho teve o intuito de coibir o tráfico e fazer um mapeamento da região. As informações levantadas serão utilizadas em futuras operações. Na ação, um intenso tiroteio foi registrado em diversos pontos da comunidade. Três pistolas, um rádio transmissor e 1.600 papelotes de cocaína foram apreendidos, além de um veículo roubado recuperado. A ocorrência foi registrada na 26ª DP (Todos os Santos). A operação terminou no início da tarde.

Em função do confronto no Jacarezinho, a SuperVia foi obrigada a suspender por aproximadamente duas horas a operação do ramal Belford Roxo nas proximidades da estação de trem que passa pela comunidade. Policiais do Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) foram chamados para atuar na região e os passageiros foram informados da situação através do sistema de áudio dos trens e das estações.

Além dos usuários dos trens, alunos também foram afetados pelo tiroteio ocorrido no Jacarezinho nesta quinta-feira. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SME) disse que uma escola, três creches e dois Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDIs) não funcionaram pela manhã. Com isso, 1.207 alunos ficaram sem aula. Na rede estadual, as unidades funcionaram normalmente, segundo a Secretaria de Estado de Educação.

Sobre os policiais feridos em confrontos, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora disse, em nota, que nestas ocorrências os agentes são acompanhados pela equipe que integra a Comissão de Apoio e Acompanhamento ao Policial Militar Ferido, da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP).

Últimas de Rio De Janeiro