Tiroteio em clube no Recreio deixa sargento da PM morto e outros feridos

Um dos envolvidos na briga é o ex-policial civil, identificado como Helinho, um dos homens de confiança de Alvaro Lins, ex-chefe da Polícia Civil, expulso da instituição

Por bianca.lobianco

Helinho%2C na época de sua prisão%2C em 2009. Ele participava de esquema de corrupção comandado por ex-chefe da Polícia Civil%2C Álvaro LinsFabio Gonçalves / Arquivo / Agência O Dia

Rio - Um sargento reformado da PM morreu e outras três pessoas foram baleadas durante um tiroteio no Novo Rio Country Club, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, na manhã desta terça-feira. O sargento identificado como Geraldo Antonio Pereira foi atingido por tiro de fuzil e morreu na hora. O ex-policial identificado como Hélio Machado da Conceição, o Helinho, também estava envolvido na confusão.

Segundo informações preliminares, o ataque foi feito por três homens que efetuaram disparos de fuzil. Eles teriam chegado em um carro branco e, quando avistaram o ex-policial e o sargento juntos, além do segurança, eles colocaram toucas e atiraram contra os homens. Os envolvidos estariam disputando o controle da contravenção na região. O ex-policial foi socorrido para a Clínica Rio Mar e os outros dois foram levados para Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. 

Helinho é conhecido por fazer parte dos "Inhos de Álvaro Lins", o ex-chefe de Polícia Civil que foi exonerado da instituição em 2008. O grupo foi condenado por enriquecimento ilícito, que acumulava patrimônio estimado em R$ 8 milhões. Os outros são: Fábio Menezes de Leão, o Fabinho; Jorge Luiz Fernandes, o Jorginho; Mário Franklin Leite Mustrange de Carvalho, o Marinho; e Paulo César de Oliveira, o PC. 

A Delegacia de Homicídios realizou perícia no Clube Novo Rio Country%2C no Recreio%2C onde houve troca de tirosMaíra Coelho / Agência O Dia

A cobrança mensal de propina em troca de cargos em delegacias, principalmente em unidades especializadas, era algo recorrente quando no período em que Álvaro Lins esteve à frente da instituição durante os governos de Antony e Rosinha Garotinho.

O caso está a cargo da Divisão de Homicídios. 


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