Namoros longos marcam a vida de muitos casais e reafirmam felicidade

Entretanto, psicóloga diz que tempo não interfere na felicidade

Por O Dia

A analista jurídica Paula Tonassi e o economista Luiz Felipe Queirod%3A passeio em Buenos Aires para comemorar Dia dos namoradosDivulgação

Rio - Neste domingo, Dia dos Namorados, é uma data especial para qualquer casal, claro. Mais ainda para quem namora há muitos anos. É o caso do engenheiro Marcos Bustamante de Souza, de 30 anos, e da dentista Helliana Martins do Amaral, da mesma idade, que não estão nem aí com piadinhas de parentes e amigos, que às vezes cobram a oficialização do longo romance de 12 anos no altar.

“Somos bem humorados. Levamos na brincadeira”, diz Marcos, que já ganhou até o apelido de enrolão. “Ainda temos outros objetivos. No começo eram estudos. Agora é viajar e buscar estabilidade financeira para formar uma família”, completa Helliana.

Outro casal bem resolvido nessa questão é o economista Luiz Felipe Queirod e a analista jurídica Paula Tonassi, ambos de 26 anos, oito deles, namorando. “O tempo passa e aprendemos a lidar melhor um com o outro. Casar de véu e grinalda é um sonho, mas a cumplicidade é tudo”, garante Paula, que se deu ao luxo de comemorar hoje com Luiz Felipe em Buenos Aires.

Mas como manter a chama do amor acesa depois de tanto tempo de namoro? “Cultivando o respeito. Além de companheirismo,diálogo e fidelidade”, ensina a faturista Aline Mara Silva, de 27 anos, há quase uma década namorando “apaixonadamente” o técnico em transporte Marthan Francisquini do Nascimento, 26.

Para a psicóloga, psicanalista e terapeuta de casais e famílias, Márcia Modesto, a duração do namoro está muitas vezes ligada a ideias preconcebidas. “Não há regras para o amor. Não é o tempo que dita a felicidade.

Os tempos mudaram, principalmente com a conquista da independência financeira da mulher. Namorados têm características peculiares, não são todos iguais”, afirma Márcia.

Para ela, cada casal sabe dos riscos que podem correr ao longo do tempo, com possível acomodação e como reacender o fogo da paixão. “Levando-se em conta histórico familiar, condições sociais, culturais e econômicas”, diz.

Marcos e Helliana namoram há 12 anos%3A querem estabilidade. Marthan e Aline%2C há quase 10%3A fidelidadeMontagem / Divulgação


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