Por cadu.bruno

Rio - Falta menos de um mês para que os 4,8 milhões de eleitores do Rio compareçam às urnas e escolham os governantes que terão pelos próximos quatro anos. Além do prefeito e do vice, o carioca terá que eleger 51 vereadores. O primeiro turno das eleições será no dia 2 de outubro, e o segundo turno, se for necessário, em 30 de outubro. O destino de 6,4 milhões que pessoas que moram na cidade está em jogo.

O cientista social Paulo Baía, da UFRJ, chama atenção para os projetos dos candidatos. “Alguns apresentam propostas que são de competência de outras esferas do poder”, adverte Baía, ressaltando que o eleitor deve estar atento à trajetória de vida dos candidatos, antes de depositar o voto. “E depois da eleição, acompanhar o cumprimento das promessas para cobrar o que não foi realizado”, ressalta.

Para o professor Pedro Trengrouse, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o futuro prefeito deve continuar as intervenções no ritmo do antecessor. “Espero que trabalhem, de olho no déficit habitacional e no investimento em mobilidade e serviços públicos”, propõe.

A cidade deu um salto de qualidade, impulsionada pela realização de grandes eventos, cujo ciclo se encerra com a Paralimpíada. Daqui para frente, será preciso criatividade e muito trabalho para manter o padrão. Ao longo da semana, O DIA abriu espaço para que os candidatos à Prefeitura do Rio apresentassem propostas e pontos de vista sobre temas de interesse da sociedade. Com isso, espera ter contribuído para o eleitor formar juízo de valor sobre os postulantes, seus planos para cidade e, principalmente, para os cariocas.

Marcelo Crivella (PRB)

Em toda a minha vida pública, cuidei das pessoas. Hoje, a cidade não precisa mais de grandes obras, os moradores querem serviços básicos de qualidade. Vamos trabalhar intensamente para melhorar educação, saúde, segurança, emprego, cultura. Resgatar os investimentos e fazer com que os cariocas se sintam participando de um novo tempo, uma administração participativa, que atenda às demandas da população. O que já está feito deve ser preservado, mas temos que investir no bem estar do ser humano.

Marcelo Freixo (PSOL)

Desde que o PMDB chegou ao poder em 2009 o Rio se tornou um lugar autoritário, caro, poluído, sem transparência pública e canais de participação popular. Desejamos a democracia por inteiro, não pela metade. Governar é dar condições para que as pessoas possam dirigir a si mesmas. Precisamos ouvir as vozes das ruas e construir um novo modelo de governo com e para as pessoas. E para mudar é preciso ter coragem e coerência: nós somos a única candidatura que nunca se aliou à máfia do PMDB. Por isso, acreditamos que outra cidade é possível!

Flávio Bolsonaro (PSC)

O Rio quer mudar e o carioca expressa esta vontade nas pesquisas e nas ruas. Para mudar de verdade, é preciso um prefeito independente das velhas raposas que dominam a política municipal há décadas. Minha candidatura representa soluções eficientes para a falta de segurança, para melhorar a integração entre os sistemas de saúde, reestruturar o sistema educacional que prioriza a doutrinação ideológica em vez do ensino, avançar na direção da metrópole moderna que atrai investimentos e turistas fora dos grandes eventos. Juntos vamos mudar o Rio.

Índio da Costa (PSD)

A atual gestão quebrou a previdência municipal e vai sair deixando a prefeitura endividada. O Rio agoniza por conta do aparelhamento político, da má qualidade dos serviços públicos e do planejamento ineficaz das obras e projetos. O próximo gestor precisa ter muita experiência administrativa, independência e liberdade política para concluir o que ficou inacabado. E eu tenho essa experiência política. Com competência, simplicidade e priorização dos serviços básicos com qualidade, vou transformar o Rio em uma das melhores cidades para se viver.

Jandira Feghali (PCdoB)

Existe uma poesia de Fernando Pessoa que diz que o rio mais bonito de Portugal não é o Rio Tejo, mas o rio que passa na minha aldeia. É o momento de utilizar 30 anos de vida pública no Legislativo e Executivo para servir a minha cidade. Nós temos projeto consistente, sou uma feminista de luta, e é chegada a hora de uma mulher assumir a prefeitura da cidade. Cidade essa em que maioria são mulheres e chefes de família. A função deste projeto e seu programa de governo é fazer da prefeitura um poder público realmente democrático.

Pedro Paulo (PMDB)

O carioca terá um Rio com mais igualdade de oportunidades. Com mais 314 escolas, 12 mil professores e 30 mil vagas em creches, todas as crianças da rede estarão em tempo integral. Serão 112 mil novos empregos e 2/3 dos investimentos nas áreas carentes. Mais atenção primária em saúde e superclínicas de especialidades. Mais mobilidade com 58 km de BRT, com a Transuburbana entre Sulacap e Centro, e Transbrasil até Santa Cruz. Vamos apoiar 100 mil jovens nos estudos e formação profissional e criar 6 novos parques nos moldes do de Madureira.

Carlos Roberto Osório (PSDB)

Não sou político tradicional. Construí minha vida trabalhando e empreendendo. Fui convidado pela minha história para servir à cidade. Em cinco anos no serviço público sempre estive na rua, ao lado da população. Não acredito em político de gabinete. Conheço cada canto de nossa cidade e estou pronto para servi-la como prefeito. Tenho independência para tomar decisões que atendam apenas o interesse público. Nossa nova proposta vai redirecionar a prefeitura às pessoas, aos bairros e comunidades. Sonho com o Rio integrado, pleno e feliz.

Alessandro Molon (Rede)

O Rio deve ser uma Cidade Maravilhosa para se viver, e não apenas bonita no cartão postal. Quero ser prefeito para cuidar do Rio de uma forma diferente, com transparência e participação. Esta é a melhor forma de combatermos a corrupção, que tem castigado a população. E assim teremos recursos para garantir uma saúde digna e humana, educação de qualidade, segurança para ir e vir e transporte eficiente. O povo não quer morar em outra cidade; quer morar em outro Rio.

Carmen Migueles (Novo)

Somos cidadãos como os outros e, pelo estatuto do NOVO, não praticamos carreirismo político e coligações para acúmulo de poder. Queremos a redução do poder do estado sobre as pessoas, devolvendo às mesmas as decisões e representatividade que desejam. Quanto mais valor entregarmos para o cidadão, melhor para todos, inclusive para nós. Se os cidadãos escolherem votar no NOVO, poderemos colocar as secretarias para trabalhar como time, alocando melhor os recursos públicos e o conhecimento para aumentar os resultados com menores gastos.

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