Rio - Os candidatos a prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (Psol), tiveram uma quarta-feira de campanha amena após o clima de guerra criado pelos dois no debate promovido pela Rede TV, na noite de anteontem.
Pela manhã, Crivella recebeu o apoio formal das principais lideranças do PSDB na cidade, como Carlos Osório, derrotado no primeiro turno, e os vereadores eleitos Teresa Bergher, Felipe Michel e Professor Adalmir.
“Vamos governar juntos. Meu governo vai ser aberto a parcerias. O Osório tem grande experiência em logística e transportes. Vamos reduzir os gargalos burocráticos e fazer o Rio crescer e empreender” disse Crivella.
O candidato do PRB também esteve no Monumento a Zumbi dos Palmares, na Cidade Nova, ao lado de Frei Davi, liderança do movimento negro. Crivella assinou uma carta-compromisso com a comunidade afrodescendente, ressaltando que cumprirá as metas estabelecidas desde que haja recursos no orçamento e que não firam preceitos constitucionais.
Marcelo Freixo, em visita ao Mercado São Sebastião, disse que a crise econômica é provocada por problemas na arrecadação de receitas, não por excesso de investimento do governo federal.
“Não acho que vamos resolver a crise investindo menos em educação e saúde. A gente vai resolver se conseguir arrecadar mais, dialogar mais com o setor produtivo, gerar mais emprego”, analisou o candidato.
Em nível municipal, Marcelo Freixo disse que pretende aumentar a arrecadação, se for eleito, com o fim da isenção de ISS para as empresas de ônibus.
“Não vejo nenhuma razão para empresário de ônibus ter isenção de ISS. Hoje eles pagam 0,01%. A passagem aumentou acima da inflação, aumentou o número de passageiros, os ônibus andam uma quilometragem menor e os donos das empresas empregam menos gente por causa da dupla função de motorista e trocador. Não há nenhuma razão para esse setor ter isenção de ISS, enquanto o setor de alimentos não tem qualquer isenção”, defendeu Freixo.
Denúncias contra os dois Marcelos
Freixo e Crivella também tiveram de se explicar ontem. O candidato do PRB teve revelado pelo ‘O Globo’ trechos do seu livro onde diz, entre outras coisas, que a Igreja Católica é a “grande praga do Terceiro Mundo” e que a mulher tem de ser submissa ao homem.
Crivella se defendeu dizendo que as frases estão no contexto religioso do século passado, quando lançou o livro.
No lado psolista, a Justiça apreendeu 600 mil adesivos e 35 mil panfletos suspeitos de terem sido pagos pelo Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal Fluminense (Sintuff), o que configuraria abuso de poder econômico.
O candidato disse desconhecer que o pagamento tenha sido feito pelo Sindicato. A Polícia Federal e o Ministério Público vão investigar o caso.




