Crivella toma posse com pacote de medidas na manga

Prefeito corta secretarias e cargos pela metade, e vai exigir plano de metas aos novos secretários municipais

Por thiago.antunes

Rio - O prefeito eleito do Rio, Marcelo Crivella, toma posse neste domingo levando no bolso do paletó um pacote de medidas que serão anunciadas durante a transição, como a redução do número de secretarias pela metade, passando das atuais 24 para apenas 12. O novo prefeito também fará um corte profundo nos cargos comissionados da administração municipal.

Haverá redução imediata de 50% dos cargos de Direção e Assessoramento Superiores (DAS), níveis 09 e 10. Até o fim de janeiro, o mesmo corte será feito para os DAS 6, 7 e 8. A medida representará uma economia de R$ 300 milhões anuais aos cofres públicos.

Crivella também anunciará um corte de 25% no custeio da administração, que deverá representar uma economia de R$ 2,5 bilhões anuais. Haverá também uma auditoria da folha de pagamento, além de um recadastramento dos funcionários, que deve significar a permanência de mais R$ 500 milhões no orçamento. Os novos secretários também tomarão posse com metas a cumprir.

A secretária de Fazenda, Maria Eduarda Gouvêa Berto, terá de apresentar um plano sobre a receita e renegociação da dívida do município. O secretário de Saúde, Carlos Eduardo, precisará mostrar um plano para redução das filas e aumento de 20% dos leitos dos hospitais municipais até o final de 2018 e um plano emergencial de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

Indio da Costa, secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, terá de apresentar um plano emergencial para enfrentar eventuais enchentes e deslizamentos de solo no verão.

O secretário de Ordem Pública, Coronel Amêndola, terá de montar um plano para reduzir a ocorrência de pequenos delitos e arrastões nas praias durante o verão, enquanto a secretária de Cultura, Nilcemar Nogueira, precisará montar uma estratégia para fomentar o Carnaval de rua da cidade. E de Rubens Teixeira, do Meio Ambiente, será cobrado um plano emergencial para reduzir os riscos de mortandade de peixes na Lagoa Rodrigo de Freitas neste verão.

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