Por tabata.uchoa

Rio - O Brasil ainda vivia na República Velha quando a escola de enfermagem da Cruz Vermelha foi fundada, em 1917, por um grupo de mulheres. O tempo passou, mas a instituição, agora centenária, não perdeu a excelência. Hoje, conta com cerca de 400 alunos, a maior parte no curso Técnico de Enfermagem.

Fundada em 1917%2C escola formava mulheres para o atendimento a enfermosDivulgação

Historicamente pautada pela defesa dos direitos humanos, a Cruz Vermelha aposta num modelo diferenciado de ensino para se destacar. “O diferencial é a formação humana que nós damos, além da formação técnica”, ressalta o presidente da Cruz Vermelha no Rio, Luiz Alberto Sampaio. Referência em Enfermagem, a escola formou mais de mil pessoas de 2008 até hoje.

A história da fundação das turmas do curso remete à Primeira Guerra Mundial. Em 1914, foi criada uma comissão feminina para ajudar doentes e feridos. Era a Seção Feminina da Cruz Vermelha Brasileira, que, em três anos, virou curso por conta da demanda por enfermeiras no Rio, a capital federal.

Diretora da escola, Marília Lunes Abraão diz que os professores são capacitados em áreas como Nutrição, Anatomia, Enfermagem e Psicologia. Segundo ela, o curso passou a aplicar mais aulas práticas, sem a necessidade de o aluno esperar a conclusão do curso para iniciar um estágio. “Isso garante que nossos alunos sairão mais fortalecidos e melhor preparados para uma atuação profissional adequada e pessoalmente satisfatória”, defende Marília.

Hoje%2C abre inscrições para alunos%2C mantendo tradição do ensinoSandro Vox / Agência O Dia

A próxima turma do curso Técnico de Enfermagem começa em abril. As inscrições vão até 31 de março. Os interessados devem comparecer à sede do órgão, no tradicional prédio da Praça da Cruz Vermelha, no Centro, e efetuar a matrícula.

Com duração de dois anos, o curso tem investimento de R$ 100 na matrícula e mensalidade que varia entre R$ 210 e R$ 270, dependendo do turno. E com direito a bolsas: cerca de 50% dos alunos não pagam mensalidade.

Reportagem do estagiário Caio Sartori

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