Operação na Cidade de Deus não tem hora para terminar, diz PM

Policiais estão na comunidade para tentar encontrar criminosos que mataram o capitão da PM Stefan Contreiras, no Pechincha, na manhã desta quinta-feira

Por RAFAEL NASCIMENTO

Linha Amarela foi fechada por conta de operação com tiroteio na Cidade de Deus
Linha Amarela foi fechada por conta de operação com tiroteio na Cidade de Deus -

Rio - O porta-voz da Polícia Militar, o major Ivan Blaz, informou que a operação contra o crime organizado e a busca pelos assassinos do capitão da PM Stefan Contreiras na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, não tem hora para terminar. De acordo com ele, todas as 40 entradas da comunidade estão cercadas pelo Comando de Operações Especiais (COE), 18º BPM (Jacarepaguá) e a Unidade de Polícia Pacificadora da região.

Inicialmente a Secretaria Municipal de Saúde informou que seis criminosos morreram e três ficaram feridos nos confrontos. A PM, no entanto, diz que quatro pessoas morreram e que 'busca explicações para o equívoco' da pasta. Mais tarde, a SMS afirmou que 'houve um equívoco' e confirmou a versão da corporação, mantendo o número de feridos. Oito bandidos foram presos e os militares apreenderam dois fuzis, quatro pistolas e drogas ainda não contabilizadas. O caso foi registrado na 32ª DP (Tanque).

Contreiras, de 36 anos, seguia em sua moto para o quartel, em Jacarepaguá, quando foi abordado por dois criminosos armados, também de moto. De acordo com a PM, o capitão tentou fugir, mas foi atingido por vários tiros e morreu no local. Os bandidos fugiram.

Segundo Ivan Blaz, a ação na Cidade de Deus foi emergencial para encontrar os responsáveis pela morte do focial. Para o major, a PM não é a solução para a violência, ele ressalta que a questão passa por outros órgãos públicos. "A PM tenta remediar esse problema. Fizemos essa operação para tentar capturar os bandidos que mataram o capitão e cometem crime naquela região", afirma.

O serviço de inteligência da corporação informou que os criminosos mortos ou presos na Cidade de Deus frequentavam a Rocinha, na Zona Sul. O porta-voz da PM descartou a possibilidade de criminosos que atuam no Complexo Lins, na Zona Norte, estarem envolvidos na morte do capitão. 

Nesta manhã, militares realizaram uma operação nas comunidades do Complexo do Lins com o objetivo de combater ao tráfico de drogas. Segundo a corporação, policiais procuram por bandidos em hospitais na região do Grande Méier, que trocaram tiros na operação.

A PM informou que até o momento foram apreendidos dois fuzis e quatro pistolas automáticas. Durante a operação um policial do Bope foi ferido na perna e encaminhado para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, com quadro de saúde estável.

Recompensa por paradeiro de assassinos

O Disque-Denúncia divulgou um cartaz 'Quem Matou?' que pede por informações sobre o paradeiro dos assassinos do capitão. A recompensa é de R$ 5 mil.

Quem tiver qualquer informação a respeito da localização dos envolvidos, favor denunciar pelos seguintes canais: Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados (21) 98849-6099; Central de Atendimento do Disque Denúncia (21) 2253-1177; através do Facebook/(inbox), endereço: https://www.facebook.com/procurados.org/; e pelo aplicativo Disque Denúncia RJ.

 

 

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Disque-Denúncia oferece recompensa de R$ 5 mil por informações sobre assassino de PM Divulgação

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