Fuspom: denúncia de adesão obrigatória

Associação de servidores vai recorrer da medida na Justiça

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Documento entregue às companhias determina adesão ao plano
Documento entregue às companhias determina adesão ao plano -

Rio - A Associação de Ativos, Inativos e Pensionistas das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros (Assinap) acusou o governo do estado de estar obrigando PMs a aderirem ao Fundo de Saúde da Polícia (Fuspom). De acordo com documento obtido pelo DIA, os agentes tinham até ontem para assinar o termo. O não preenchimento seria considerado transgressão da disciplina.

O presidente da Assinap, Miguel Cordeiro, entrará com duas ações na Justiça. A primeira será na esfera criminal para responsabilizar o autor da iniciativa e a segunda será uma ação civil pública para garantir o direito de escolha de cada militar em aderir ou não ao Fuspom.

"Os agentes da PM estão sendo coagidos a assinar esse termo, é um absurdo. O que me espanta é ver a inércia do Ministério Público. O Fundo de Saúde da PM é como se fosse um plano de saúde e o agente não pode ser obrigado a assiná-lo", argumentou Miguel. "Além de ser um sistema com pouca eficácia, que gera muita insatisfação no atendimento ao policial, já tivemos casos de corrupção no Fuspom", concluiu. O esquema fraudulento no fundo, que teve desvio de R$ 16 milhões dos hospitais, foi revelado com exclusividade pelo DIA.

Em agosto, sete mandados de prisão preventiva contra oficiais da PM foram expedidos sob acusação de fraude nos contratos do Fundo de Saúde da Polícia Militar com a empresa Gama Med.

Procurada pela reportagem, a Polícia Militar informou, em nota, que "o preenchimento do termo é somente para quem manifestou o interesse em aderir ao Fuspom".

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