Miliciano acusado de executar jovens em Maricá tem prisão preventiva decretada

Ele estava preso temporariamente desde o dia 9 de abril e decisão tem como base denúncia do Ministério Público do Rio. "Fortes indícios de que o denunciado tenha sido o autor dos crimes hediondos registrados nesses autos", diz documento

Por O Dia

João Paulo Firmino, no momento em que foi preso
João Paulo Firmino, no momento em que foi preso -

Rio - A Justiça do Rio converteu a prisão temporária em preventiva do miliciano João Paulo Firmino, acusado de ser o executor de cinco jovens no condomínio do Minha Casa, Minha Vida em Itaipuaçu, em Maricá, Região Metropolitana do Rio. A decisão tem como base a denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio (MPRJ). As mortes aconteceram em março deste ano.

A decisão é da Vara Criminal de Maricá e foi tomada um dia depois de o MPRJ oferecer denúncia contra Firmino. Ele foi preso com Flavio Ferreira Martins, conhecido como Bimbinha, e Jefferson Moraes Ramos., em operação do Gaeco e da Polícia Civil, em 9 de abril, 12 dias após o crime.

“A existência do crime está cabalmente demonstrada pelos fartos elementos probatórios constantes no procedimento apuratório, havendo fortes indícios de que o denunciado tenha sido o autor dos crimes hediondos registrados nesses autos”, diz a decisão.

Segundo a denúncia, as execuções de Matheus Barauna dos Santos; Patrick da Silva Diniz; Mateus Bitencourt da Silva; Sávio de Oliveira Vitipó e Marcus Jonathan Silva de Souza foram praticados em típica atividade de extermínio, tendo como autor João Paulo Firmino.

As vítimas, jovens com idade entre 14 e 20 anos, foram abordadas no interior do condomínio onde moravam e Firmino mandou que todos deitassem de bruços ou ficassem de joelhos. Em seguida, relata a denúncia, o acusado efetuou disparos na cabeça das vítimas.

“A periculosidade do denunciado é inominável e flagrante, haja vista a frieza do autor deste hediondo delito”, observa o pedido de prisão, acrescentando que, após o crime, Firmino gritou para os moradores entrarem em suas residências, pois a milícia havia chegado para acabar com a bagunça.

O Gaeco aponta na denúncia que o crime foi praticado para disseminar o terror por parte de Firmino e do seu grupo criminoso. O intuito seria impor os serviços ilegais explorados pelo grupo no condomínio Minha Casa Minha Vida Carlos Marighella. Firmino foi denunciado por homicídio duplamente qualificado, cuja pena é de 12 a 30 anos de prisão.

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