Toda forma de amor vale a pena

Em comemoração ao Dia dos Namorados, casais de diferentes idades revelam nuances distintas da vida a dois e mostram como conviver em harmonia

Por O Dia, O Dia

Relacionamento aberto no dia dos namorados: Yasmin Amapro (23) e Lugui Nacinovic (22)
Relacionamento aberto no dia dos namorados: Yasmin Amapro (23) e Lugui Nacinovic (22) -

Rio - Ao longo dos últimos anos, a relação entre os casais de namorados tem passado por profunda transformação. Há muito mais liberdade e cumplicidade entre eles, é fato. Ao mesmo tempo, o romantismo, o cavalheirismo e a fidelidade deixaram de ser pré-requisitos para o namoro. Tais conceitos, aliás, até têm sido deixados em segundo plano na atualidade. Para a psicanalista e escritora Regina Navarro Lins, os namoros ainda têm algo em comum: "É uma relação estável, você tem uma pessoa com quem tem intimidade, divide suas questões existenciais, pode ter um projeto de vida em comum, se conhecem bem, mas não está dentro de um modelo fixo. As pessoas estão se libertando, escolhendo a forma de viver, e isso é muito bom". Para celebrar a data, que no Brasil é comemorada em 12 de junho (na terça-feira), O DIA procurou dois casais muito diferentes. Em comum, apenas a vontade de compartilhar mais uma comemoração de uma das datas mais apaixonadas do ano.

YASMIN AMPARO, 22, E LUIS GUILHERME NACINOVIC, 22, tiveram um namoro tradicional por três anos e, há três meses, decidiram ‘abrir’ a relação. Os dois são estudantes universitários. Eles se conheceram quando eram da mesma turma na faculdade, a Uerj, em 2014. Começaram a conversar e, no fim do ano, a namorar.

“Em uma brincadeira no trote, dissemos que iríamos ficar. Pouco tempo depois, estávamos juntos”,

conta Yasmin. O namoro é aberto, eles podem se relacionar com outras pessoas. “Foi uma decisão conjunta e natural. Ciúme é falta de confiança”, garante Luis Guilherme, o Lugui. A família sabe do status do casal, mas não entende bem o conceito. “Acham que é coisa de jovem”, resume Lugui.

O casal também se considera romântico, mas Lugui acredita que cavalheirismo é um conceito machista: “Existe respeito e carinho”. No Dia dos Namorados, eles costumam ter encontros românticos. “Um passeio em Niterói, depois um jantar. O último foi à luz de velas. E as surpresas dão um tempero essencial”, completa o casal.

O casal Ilan e Fernanda Blak comemora o Dia dos Namorados com um relacionamento tradicional - Arquivo pessoal

FERNANDA BLAK, 38, E ILAN BLAK, 39, estão juntos há 18 anos, entre namoro e casamento. Eles moram juntos e têm três filhos. As profissões:ela é figurinista, ele é empresário. Eles se conheceram em uma boate no Leblon, em 1998, e começaram a namorar dois anos depois. O namoro é fechado, monogâmico, assim como o casamento. “Relação aberta é interessante mas não conseguiria. Sou ciumenta, não ia querer dividir!”, entrega Fernanda.

A família conhece a história do casal e os amigos casados têm relacionamentos parecidos com o deles. O romantismo e o cavalheirismo são importante para os dois. “Mesmo depois de muito tempo,tem que ter, não pode deixar de existir!”, defende Fernanda.

No Dia dos Namorados, o casal pretende comemorar em família. Segundo Fernanda, a celebração mudou com o tempo. “Sempre fazíamos jantares em casa com casais de amigos. Os restaurantes são muito lotados!”, brinca. Hoje, comemoram em cinco — jantam juntos o casal e os três filhos.

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Relacionamento aberto no dia dos namorados: Yasmin Amapro (23) e Lugui Nacinovic (22) Marcio Mercante / Agencia O Dia
O casal Ilan e Fernanda Blak comemora o Dia dos Namorados com um relacionamento tradicional Arquivo pessoal

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