Outro miliciano é suspeito da morte de Marielle

Polícia Federal afirma que há a possibilidade de Wellington da Silva Braga, o Ecko ter dado o aval para a execução da vereadora

Por Bruna Fantti

Marielle Franco foi assassinada no dia 14 de março deste ano
Marielle Franco foi assassinada no dia 14 de março deste ano -

Rio - A morte da vereadora Marielle Franco (Psol) e do seu motorista vai completar 150 dias neste sábado e o envolvimento de milicianos e políticos é a principal linha de investigação. Agora, investigadores voltam os olhos para a maior milícia do Estado: a de Três Pontes, que se estende da Baixada a Santa Cruz.

O DIA apurou com a Polícia Federal, que acompanha as investigações, que há a possibilidade de Wellington da Silva Braga, o Ecko, ter dado o aval para a execução. O pedido teria partido do seu irmão, Luiz Antônio Braga, o Zinho. Ele teria ligação com um vereador que já é alvo da investigação na Delegacia de Homicídios.

Segundo a hipótese, Zinho manteria relações comerciais na Zona Oeste com esse vereador, que por sua vez teria Marielle como desafeto. Até agora, a polícia investigava outra milícia, a de Curicica, baseada no depoimento de uma testemunha.

Essa testemunha apontou o vereador Marcelo Siciliano como um dos mandantes do crime. Ele também citou um desafeto seu, o miliciano Orlando Araújo, como um dos articuladores dos assassinatos. Siciliano negou.

Deputados investigados

A Revista Veja publicou, nesta sexta-feira, que o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol) confirmou informação de que os deputados presos Edson Albertassi, Jorge Picciani e Paulo Melo (MDB) são investigados pelo crime. Segundo a revista, Freixo disse que delegados do caso perguntaram a ele e a procuradores do Ministério Público Federal se aceitariam depor no inquérito para falar sobre o caso dos três políticos. Todos disseram que sim, mas não foram chamados.

"Trata-se de hipótese fantasiosa, indigna de fé e contra tamanha irresponsabilidade serão tomadas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal", disse defesa de Albertassi.

Picciani também respondeu: "Freixo é um irresponsável, sem nenhum limite ético na sua ambição política. Na sua ânsia incontrolada de se promover sobre uma tragédia que abalou o país, age de maneira abusiva. Sem nenhum indício, acusa a esmo e de má-fé qualquer opositor político no afã de se manter na mídia".

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