O decano do turismo brasileiro

Nilo Sérgio foi pioneiro na implantação de hotéis no Norte e Nordeste e combateu o turismo sexual

Por WILSON AQUINO

2018-08-28 - Entrevista com Nilo Sérgio Felix, Secretário de Estado de Turismo - SETUR, na sede do órgão. Foto de Alexandre Brum - CIDADE TURISMO DESENVOLVIMENTO ECONOMIA VIAGEM
2018-08-28 - Entrevista com Nilo Sérgio Felix, Secretário de Estado de Turismo - SETUR, na sede do órgão. Foto de Alexandre Brum - CIDADE TURISMO DESENVOLVIMENTO ECONOMIA VIAGEM -

A história do Turismo no Brasil se confunde com a trajetória de vida do secretário de estado Nilo Sérgio Félix. Titular da pasta no Governo Pezão desde 2015, Nilo Sérgio completa, sábado, 49 anos como executivo da indústria do Turismo. Uma carreira que virou paixão e se transformou em propósito de vida.

Carioca de Bangu, Nilo conheceu a atividade no Norte do país, onde foi ajudar a construir o primeiro grande hotel da região. Isso em 1969, quando ele tinha apenas 20 anos. Era uma época em que o Governo Federal incentivava a construção de hotéis no Norte e Nordeste, porque as redes se concentravam no eixo Rio-São Paulo.

"A Cruzeiro (do Sul, companhia aérea já extinta) compreendeu a importância e construiu a rede Selton Hotéis. Fui para fazer as rotinas e implantar o hotel em Belém do Pará", lembra Nilo. "A experiência começa aí. Nunca imaginei que iria trabalhar com turismo", confessa. De Belém, ele foi deslocado para Rondônia, quando o atual estado ainda era território. "Em Porto Velho só tinha uma rua asfaltada, e de paralelepípedo. Você descia do avião e vinha um enfermeiro te dando uma vacina contra malária", recorda.

Depois foi para São Luís (Maranhão), e Natal (Rio Grande do Norte), onde foi convidado para ser gerente-geral do novíssimo Ducal Palace Hotel, projeto do arquiteto Paulo Casé, recém-falecido. "De Natal fui para o Rio, para os hotéis de Angra. Fiquei 20 anos na Costa Verde, implantei e gerenciei o Paraty, o Hotel do Frade e o Portobello, sempre no setor privado".

Nilo Sérgio trabalhou 27 anos no setor privado. Até que foi convidado para a Embratur, onde foi decisivo na mudança de conceito sobre o que é turismo. "No Passado, a Embratur se limitava ao patrocínio de festinhas e desfile de misses. Isso até 1995, quando o ministro (Francisco) Dornelles (atual vice-governador) assumiu o Ministério do Comércio, Indústria e Turismo, acabou com o patrocínio de coretos e levou o turismo para a pauta econômica". Como superintendente da Embratur no Rio, iniciou a campanha contra o turismo sexual. "Vendiam o Brasil com mulheres de biquíni em poses eróticas. A imagem que vendiam lá fora era de bumbum de mulher. Era campanha do Governo Federal, com selo da Embratur, explorando a sensualidade da brasileira".

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