Motorista de aplicativo é morto ao desobedecer ordem de parada de bandidos em comunidade

Ele foi cortar caminho pelo Gogó da Ema, em Guadalupe, quando se deparou com traficantes; o passageiro, um militar da Aeronáutica, também foi atingido por disparos

Por O Dia

Passageiro também foi atingido por tiros e está em estado grave
Passageiro também foi atingido por tiros e está em estado grave -

Rio - O motorista de aplicativo Renato Euclides Nogueira foi morto a tiros, na noite desta quinta-feira, por bandidos do Gogó da Ema, em Guadalupe, na Zona Norte. De acordo com a PM, ele estava levando o militar da Aeronáutica José Luiz Gomes de Freitas para Realengo, na Zona Oeste, quando decidiu cortar caminho pela comunidade. Na esquina das ruas Fernando Lobo com a Pedra Rasa, ele se deparou com vários traficantes armados e acelerou o carro, um Renault Logan prata, desobedecendo a ordem de parada dada pelos criminosos, que atiraram contra eles.

O passageiro também foi atingido tiros e sobreviveu. O militar foi socorrido para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, onde, até o início da madrugada deste sábado, estava lúcido, aguardando para fazer exames. Entretanto, a Secretaria Municipal de Saúde disse que o seu estado de saúde é grave e que ele se recupera de uma cirurgia. Já a Aeronáutica informou que o militar aguarda transferência para um hospital da Força Aérea.

O carro do motorista foi encontrado a cerca de 800 metros do local do crime, cheio de marcas de bala, principalmente no para-brisas. Policiais do 41º BPM (Irajá) foram acionados, estiveram no local e chamaram agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DH), que assumiu o caso. Diligências estão sendo realizadas em busca dos autores do crime.

Em nota, a Uber lamentou "profundamente que os cidadãos sofram com a violência e brutalidade que permeiam a sociedade" e avisou que está prestando "toda solidariedade à família do motorista Renato Euclides Nogueira neste momento tão difícil". A Uber informou, também, que "está à disposição para colaborar com as investigações, na forma da lei, e espera que os responsáveis sejam trazidos à Justiça o mais brevemente possível".

A empresa ainda informou que, no momento do crime, a vítima não estava realizando uma viagem pela empresa. "A última viagem do parceiro com o app da Uber foi concluída normalmente no último dia 5".

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