Caso Marielle: seis meses sem respostas

Anistia Internacional irá se manifestar para cobrar esclarecimentos sobre o crime. Um telão com a pergunta 'Quem matou Marielle?' será exibido em vários pontos da cidade

Por O Dia

Marielle Franco
Marielle Franco -

Rio - Os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista dela Anderson Gomes completam, nesta sexta-feira, seis meses. Até agora, o caso continua sendo um mistério para a Polícia Civil, que ainda não conseguiu elucidar o crime. Para lembrar a data, a Anistia Internacional vai se manifestar para cobrar a falta de respostas sobre o atentado ocorrido no Estácio, região central do Rio, no dia 14 de março.

Segundo informações da Rede Globo, a organização irá rodar a cidade do Rio com um caminhão exibindo um telão de led, de 360° e 5 metros, com frases como “Autoridades Brasileiras: Quem matou Marielle?” e "6 meses atrás Marielle foi brutalmente assassinada e ainda não temos respostas". O veículo passará por instituições estatais e do sistema de justiça criminal.

Caminhão da Anistia Internacional circulará pelas ruas do Rio cobrando respostas das autoridades sobre o assassinato - Reprodução TV Globo

Ainda segundo a emissora, parentes da vereadora participarão da ação, que começará no Parque do Flamengo, na Zona Sul da cidade.

Marielle e Anderson foram executados em março. Até hoje os autores do crime não foram identificados. A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio tratam o caso como sigiloso, mas indicam que a motivação para os assassinatos tenha a ver com a atuação política da vereadora.

A viúva de Marielle, Mônica Benício, chegou a se reunir em setembro com o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, para cobrar ações mais efetivas na elucidação dos assassinatos. De acordo com a pasta, Rocha se comprometeu a atuar junto às autoridades federais para que o caso seja solucionado rapidamente.

Ministério ofereceu à Mônica a inclusão dela no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos - Divulgação / MDH

Hipóteses

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, já afirmou em meados de agosto que a elucidação do crime é uma "questão de honra" para o presidente Michel Temer e que a Polícia Federal tem uma equipe formada para atuar nas investigações, mas o MP do Rio ainda não aceitou a ajuda.

Uma linha de investigação aponta para a participação de milicianos e de um vereador do Rio pelo PHS. Há também a tese de um envolvimento de um grupo de matadores de aluguel, formado por policiais militares, ex-PMs e milicianos. 

O crime

Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados a tiros em 14 de março, quando voltavam de um evento sobre mulheres negras na Rua dos Inválidos, na Lapa. O crime aconteceu no Estácio, onde o veículo dos assassinos emparelhou com o da vereadora e os ocupantes do primeiro efetuaram os disparos.

 

Galeria de Fotos

Marielle Franco Mário Vasconcellos / Câmara Municipal do Rio
Caminhão da Anistia Internacional circulará pelas ruas do Rio cobrando respostas das autoridades sobre o assassinato Reprodução TV Globo
Caminhão da Anistia Internacional circulará pelas ruas do Rio cobrando respostas das autoridades sobre o assassinato Reprodução TV Globo
Ministério ofereceu à Mônica a inclusão dela no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos Divulgação / MDH

Últimas de Rio de Janeiro