Agentes da Polícia Civil cumpriram mandados em endereços no Rio de Janeiro - Reprodução TV Globo
Agentes da Polícia Civil cumpriram mandados em endereços no Rio de JaneiroReprodução TV Globo
Por O Dia

Rio - A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação para cumprir 45 mandados de prisão contra acusados de integrar uma quadrilha nacional especializada em crimes cibernéticos e lavagem de dinheiro. As ações ocorrem nos bairros de Vargem Grande e Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, e nos municípios de Barra Mansa, Volta Redonda e Angra dos Reis. Agentes também atuam em outros seis estados: São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia. Esta é a segunda etapa da Operação "Open Doors", cuja primeira fase foi desencadeada em agosto de 2017. Foram presas 35 pessoas.

Os investigados foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro, pela prática de crimes patrimoniais, com subtração de valores das contas bancárias por meio de transações fraudulentas, além de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Ao todo, 237 pessoas estão envolvidas no esquema fraudulento. Entre os denunciados nesta nova fase está o cantor sertanejo Luiz Henrique Ribeiro da Costa Lesniovski, mais conhecido como Rick Ribeiro. Os outros envolvidos são: Richard Lucas da Silva Miranda, vulgo "Lucas Toni"; Washington José Felicio; Dilson de Almeida Panisio; Pedro Vicenzo Fernandes Cardoso, vulgo "Drope"; Rafael Rocha Burkner, vulgo "Tx" ou "Toxa"; Luiz Henrique Ribeiro da Costa Lesniovski, ou ‘Rick Ribeiro’; e Newton Cesar Rocha de Castro, conhecido como "New".

Uma das fraudes aplicadas pelo grupo é o envio aleatório de e-mails e mensagens por celular a milhares de pessoas. As mensagens eram identificadas como sendo de instituições bancárias e pediam para que os clientes atualizassem suas senhas clicando em um endereço específico na internet. Ao clicar nesses endereços, as vítimas eram direcionadas a websites com programas capazes de capturar informações de contas e senhas, que permitiam à quadrilha retirar quantias dessas contas de forma fraudulenta.

Outro golpe do grupo, que causava prejuízos ainda maiores segundo o Ministério Público (chegando a R$ 500 mil em alguns casos), era a ligação telefônica para potenciais vítimas. Os fraudadores se faziam passar por funcionários de bancos para obter dados pessoais. Entre os alvos estavam inclusive funcionários do setor financeiro de grandes empresas.

"Os integrantes da organização adotaram mecanismos para camuflar a origem ilícita do produto de seus crimes econômicos, na figura típica conhecida como lavagem de dinheiro, por meio da utilização de 'laranjas' na compra de terrenos, apartamentos e salas comerciais e para a ocultação de patrimônio", diz nota do MP.

Com informações da Agência Brasil

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