Assassinos de empresário chinês integram violenta quadrilha de ladrões de carro, aponta investigação

Por RAFAEL NASCIMENTO

Gabriel (esq) e Wellington são acusados de integrar quadrilha
Gabriel (esq) e Wellington são acusados de integrar quadrilha -

Rio - Investigações realizadas pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) apontam que Wellington Henrique Alves, de 23 anos, e Gabriel Santos da Silva, de 19 anos, acusados de matarem o empresário chinês Wang Jinhong, de 63 anos, em agosto em Duque de Caxias, fazem parte de uma quadrilha violenta de roubo de carros e motos em bairros de Caxias e na capital. Inclusive, o carro usado pelos criminosos no dia do crime — um Toyota Corolla — também foi roubado. Nos últimos meses, essa quadrilha foi responsável pelo roubo de mais de 30 veículos.

Segundo dados do ISP, nos primeiros oito meses de 2018, o estado registrou 35.915 roubos de carros. Já área da 59ª DP (Duque de Caxias), onde o crime ocorreu, foram roubados 9.644 veículos de janeiro a agosto deste ano.

Os dois bandidos já haviam sido presos juntos por roubo e por ilegal de armas, mas estavam nas ruas. A partir de agora, Wellington e Gabriel já são considerados foragidos, após a DHBF tentar localizá-los em quatro residências, na manhã desta terça-feira, no Parque das Missões a cerca de um quilômetro de onde Jinhong foi assassinado. Outros dois criminosos, que estavam no dia do assassinato, estão na mira dos investigadores.

Latrocínios crescem em Caxias

As tentativas de roubo que acabam na morte da vítima têm crescido assustadoramente no município de Duque Caxias. Nos últimos oito meses, o número de casos está quase superando o de todo o ano de 2017.

No ano passado foram registrados seis latrocínios. Neste ano, já foram registrados sete assassinatos durante alguma tentativa de roubo. O caso do empresário é um desses crimes.

Em todo o estado, entre janeiro e agosto deste ano, a Polícia Civil registrou 124 latrocínio. A região de Duque de Caxias, que tem quatro delegacias — 59ª DP (Caxias); 60ª DP (Campos Elyseos); 61ª DP (xérem) e 62ª DP (Imbariê) — registrou sete latrocínios.

 

 

Últimas de Rio de Janeiro