Cais do Valongo é tombado pelo estado

Sítio arqueológico já era patrimônio cultural, histórico e da Humanidade

Por O Dia

Governador Pezão assina o tombamento do sítio arqueológico
Governador Pezão assina o tombamento do sítio arqueológico -

Rio - O tombamento do Cais do Valongo, patrimônio histórico e cultural do estado do Rio e principal porto de entrada de escravos africanos no Brasil, foi assinado nesta segunda-feira pelo governador Pezão, na abertura da exposição 'Cartografia da Africanidade Fluminense', na Casa França-Brasil.

Representantes da cultura e religião africana, como os Filhos de Gandhi, estiveram na cerimônia. Estima-se que, pelo Cais do Valongo, na Região Portuária, mais de 500 mil africanos desembarcaram na primeira metade do século 19. Em 1843, o lugar foi remodelado para receber a noiva do imperador, Teresa Cristina de Bourbon, e passou a se chamar Cais da Imperatriz.

Pezão com integrantes do grupo Filhos de Ghandi - Alexandre Brum / Agência O Dia

Com as reformas da cidade no século passado, a área foi aterrada, sendo descoberta na revitalização da Região Portuária. Em junho, o local foi declarado pela Unesco patrimônio histórico da Humanidade, e em 2017, se tornou patrimônio histórico e cultural do estado.

A exposição de cartografia da Casa França-Brasil vai reunir 500 raridades, como as litogravuras de Victor Frond e Debret, além das cerâmicas e gravuras de Rugendas.

Abertura da exposição Cartografia da Africanidade Fluminense, na Casa França-Brasil - Alexandre Brum / Agência O Dia

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Governador Pezão assina o tombamento do sítio arqueológico Alexandre Brum / Agência O Dia
Pezão com integrantes do grupo Filhos de Ghandi Alexandre Brum / Agência O Dia
Abertura da exposição Cartografia da Africanidade Fluminense, na Casa França-Brasil Alexandre Brum / Agência O Dia
Abertura da exposição Cartografia da Africanidade Fluminense, na Casa França-Brasil Alexandre Brum / Agência O Dia

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