Flamengo reconhece não ter todos os certificados do Ninho do Urubu

Entretanto, Reinaldo Belotti, CEO do clube, diz que falta de licenças não tem relação com incêndio. Em pronunciamento curto, ele ressaltou que prioridade é atender familiares das vítimas e dar suporte aos atletas feridos

Por Antonio Puga e Natasha Amaral*

Reinaldo Belotti não respondeu a perguntas: fez somente um pronunciamento
Reinaldo Belotti não respondeu a perguntas: fez somente um pronunciamento -

Rio - O CEO do Flamengo, Reinaldo Belotti, fez um pronunciamento na tarde deste sábado sobre o incêndio que matou 10 atletas no Centro de Treinamento (CT) Ninho do Urubu, na sexta-feira. Durante a declaração na sede do clube na Gávea, Zona Sul do Rio, a primeira após a tragédia, Belotti afirmou que embora o alojamento tenha certificado de regularidade expedido pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) e pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, era necessário nove certificados do Corpo de Bombeiros, mas o clube possuía somente oito. Contudo, para o gestor a falta de licenças não tem relação com incêndio. Prioridade é atender familiares das vítimas e dar suporte aos atletas feridos.

Segundo o dirigente, apesar das instalações terem sido pouco atingidas pelas fortes chuvas que castigaram o Rio na quarta-feira, a região de Vargem Grande, onde fica o Centro de Treinamento, foi bastante afetada e consequentemente o clube foi atingido com picos de energia que podem ter influenciado uma falha no ar condicionado. "O que sabemos é que entre a noite de quinta e sexta-feira aconteceram vários picos de energia. O problema começou no ar condicionado mas ninguem pode garantir. Os picos podem ter afetado e ocasionado os incêndios. O acidente não foi por falta de investimento do flamengo, não foi por falta de cuidados. Aquela turma era o nosso futuro". "Esses atletas chegaram na segunda, eles estavam de férias. Preventivamente fizemos uma manutenção em todo o sistema de ar, temos isso registrado", completou. 

Para Belotti a prioridade no momento é dar suporte aos familiares e acompanhar os atletas feridos, com auxílio de psicólogos e assistentes sociais. "Trouxemos os familiares para o Rio e levamos todos para um centro de acolhimento em um hotel no Recreio. Qualquer movimentação desse pessoal está sendo feito com nosso apoio. Continuamos trabalhamos em cima da apuração e estamos levantando toda a dolcumentação". "Já identificamos cinco corpos e estamos providenciando o translado de avião de carreira ou jato fretado se for necessário. Termos três atletas hospitalizados e esses também trouxemos os familiares. Estamos acompanhando todo o desenvolvimento nos hospitais. Um deles estpa mais grave, estamos lá dia e noite com nossos representantes médicos".

Após o acidente, ainda segundo o dirigente, os demais atletas que estavam no módulo de habitação e não tiveram nenhum tipo de ferimento foram mandados para suas casas com a companhia de um representante legal. Todo o processo foi fotografado e registrado. 

Alojamento não era 'puxadinho'

Belotti também elogiou as instalções dos modulares onde ficava o alojamento. "Estamos falando em alojamentos modulares que foram instalados em 2011. Por esse alojamento passaram vários titulares do Flamengo, jogadores consagrados como, por exemplo, Ronaldinho Gaúcho, Vágner Love, e outros. Foi utilizado também pela seleção olímpica de futebol do Brasil. Era confortável, adequado e que mostrávamos com orgulho".

*Estagiária sob supervisão de Adriano Araújo 

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Reinaldo Belotti não respondeu a perguntas: fez somente um pronunciamento Marcio Mercante / Agencia O Dia
Reinaldo Belotti CEO e gestor de crise do Flamengo em coletiva de imprensa na Gavea Marcio Mercante / Agência O Dia
Reinaldo Belotti, CEO e gestor de crise do Flamengo, fez mais um pronunciamento sobre o caso Marcio Mercante

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