Polícia investiga se chefe do tráfico mandou matar professor de artes marciais no Andaraí

Rodrigo Cafú foi assassinado com 14 tiros na noite desta quinta, quando chegava em casa da comemoração do aniversário da mãe

Por RAFAEL NASCIMENTO

Cafú era professor de artes marciais e segurança do grupo de pagode Sorriso Maroto
Cafú era professor de artes marciais e segurança do grupo de pagode Sorriso Maroto -

Rio - A Delegacia de Homicídios da Capital (DH) investiga se a morte do professor de artes marciais Rodrigo Tawil Fernandes, conhecido como Rodrigo Cafú, de 43 anos, foi a mando do chefe do tráfico de drogas do Morro do Cruz, que fica entre Andaraí e Tijuca, na Zona Norte do Rio. Há informações de que Cafú vinha se desentendendo com o traficante por causa de uma casa que ele havia comprado na comunidade.

Pelo menos seis pessoas — entre parentes e amigos do ex-filho do jogador Cafuringa — estiveram no Instituto Médico Legal (IML) em São Cristóvão para liberar o corpo dele. Durante todo o tempo, o irmão do também segurança do grupo de pagode Sorriso Maroto era consolado por amigos e familiares. A esposa do professor também estava no IML e era mais uma confortada por parentes.

O corpo de Rodrigo será velado e enterrado nesta sexta-feira, no Cemitério do Caju, na Zona Norte. Durante a liberação do corpo, nenhum familiar quis falar com a imprensa.

Cafú estava de moto e foi atingido por 14 tiros - Reprodução / Internet

Linhas de investigação

Apesar de trabalhar com a hipótese de participação do tráfico na morte de Cafú, a DH não descarta nenhuma linha de investigação. Os investigadores querem saber se Rodrigo já havia se encontrado com o traficante e se ele vinha sendo ameaçado.

"Está evidente que foi execução. Em um assalto, a pessoa não é assassinada com 14 tiros", disse o diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o delegado Antônio Ricardo Nunes.

Ele era segurança do Sorriso Maroto - Arquivo Pessoal

O crime

Rodrigo foi executado minutos depois de voltar do aniversário da mãe. O professor, que estava na porta de casa, estaria com uma grande quantidade de dinheiro, que não foi levado. A DH vai apurar para que seria todo esse montante.

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Cafú era professor de artes marciais e segurança do grupo de pagode Sorriso Maroto Arquivo Pessoal
Cafú estava de moto e foi atingido por 14 tiros Reprodução / Internet
Ele era segurança do Sorriso Maroto Arquivo Pessoal

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