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Deputada discorda da versão que PM matou Marielle por repulsa

Nesta terça, Ministério Público disse que Marielle foi executada por causa de uma "repulsa" do atirador Ronnie Lessa à sua atuação política em defesa de causas voltadas para as minorias

Por O Dia

Renata Souza vai assumir Comissão de Direitos Humanos da Alerj
Renata Souza vai assumir Comissão de Direitos Humanos da Alerj -

Rio - Amiga da vereadora Marielle Franco há 18 anos, a deputada estadual Renata Souza (PSOL) não acredita na versão apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Nesta terça-feira, após a prisão dos acusados do assassinato da vereadora o MP disse que Marielle foi executada por causa de uma "repulsa" do atirador Ronnie Lessa a sua atuação política em defesa de causas voltadas para as minorias. 

"Esta conclusão me parece prematura. Ninguém comete um crime tão sofisticado como este apenas por repulsa", diz a deputada, que complementa: "É preciso descobrir quem mandou matar Marielle. Essa linha da repulsa não pode ser utilizada para pôr fim na investigação que somente agora, um ano após o crime, demonstra ter um rumo".

Para Renata, a execução sumária de Marielle Franco é um caso de feminicídio político. "Marielle está no hall dos matáveis: mulher, negra, mãe solo, lésbica. Ela representa tudo o que muitos não querem ver nas casas legislativas. Casas estas que sempre foram espaços negados negadas para nós. O assassinato da Marielle é um caso de feminicídio político. Marielle foi morta por sua posição na política".

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