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Dia Mundial do Rim alerta para desigualdades no trato de doenças renais

Data chama a atenção para a prevenção de males dos rins, que atingem 40,3 mil brasileiros por ano

Por FRANCISCO EDSON ALVES

Cartaz da campanha alerta para a prevenção de doença renais
Cartaz da campanha alerta para a prevenção de doença renais -

RIO - Lembrado nesta quinta-feira, o Dia Mundial do Rim (DMR), criado para chamar a atenção para a importância do órgão e alertar para a prevenção de doenças renais, revela dados preocupantes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, insuficiência renal já é a sexta causa de morte que mais cresce no mundo. A taxa anual de óbitos entre pessoas que fazem diálise no Brasil alcançou o patamar de de 20%.

Com sede em Bad Homburg, na Alemanha, a Fresenius Medical Care, a maior fornecedora mundial de produtos e serviços para pessoas com doenças renais, presente no Brasil há mais de 20 anos, onde ajuda no tratamento de cerca de um milhão de pessoas por ano, alerta para a importância da discussão das disparidades no acesso ao tratamento da insuficiência renal.

Dados do setor indicam que pelo menos 850 milhões de pessoas tenham algum tipo de comprometimento nos rins no mundo inteiro. As doenças renais crônicas provocam pelo menos 2,4 milhões de óbitos por ano e já são a sexta causa de morte que mais cresce. Já a lesão renal aguda afeta mais de 13 milhões de pessoas em todo mundo e 85% desses casos estão concentrados em países de baixa e média renda.

Apesar da crescente taxa de doenças renais no mundo, a desigualdade no tratamento ainda é comum. Doenças renais crônicas e lesões renais agudas estão associadas às condições sociais nas quais as pessoas nascem, crescem, vivem, trabalham e envelhecem, incluindo a pobreza, discriminação de gênero, falta de educação, riscos ocupacionais e poluição, entre outros. Com o tema “Saúde do rim para todos, em todos os lugares”, o Dia Mundial do Rim incentiva hábitos de vida saudáveis.

“A prática regular de exercícios físicos, uma boa alimentação e o controle de doenças crônicas como o diabetes e a hipertensão são as medidas mais concretas que todos podem adotar para cuidar bem dos rins. Além disso, os médicos devem solicitar exames de urina (EAS) e verificar com regularidade os níveis de creatinina dos pacientes para prevenir e retardar doenças renais”, destaca Ana Beatriz Barra, gerente médica da Fresenius Medical Care, líder mundial em produtos e serviços de diálise.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, há mais de 126 mil pessoas em tratamento de hemodiálise no país e cerca de 40.300 novos pacientes dão início à terapia todos os anos. Ainda assim, a taxa de mortalidade anual entre aqueles que dialisam é de 20%. As principais causas de doença renal crônica grave, que levam à necessidade de diálise, são o diabetes e a hipertensão.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia coordena a campanha no Brasil, desenvolvendo material informativo e educativo sobre os fatores de risco para a Doença Renal Crônica (DRC) para todas as regiões do país visando estimular os cuidados com a saúde dos rins.

“Tenho certeza que o Dia Mundial do Rim deste ano será um grande sucesso, reeditando as edições anteriores com um número cada vez maior de atividades em todo o Brasil, além de ser uma janela de oportunidade de divulgação da nossa especialidade, de educação e informação à nossa população e reflexão sobre a situação da Nefrologia e dos pacientes com doença renal crônica. Estamos empenhados ao máximo em manter e ampliar o sucesso que essa data representa para os nossos pacientes e a comunidade nefrológica brasileira”, comenta Dr. Marcelo Mazza, presidente da SBN. Diversas atividades serão realizadas em todo o país visando ressaltar a importância da saúde renal e conscientizar as pessoas sobre a necessidade da prevenção e diagnóstico precoce da DRC.

Sobre a Doença Renal Crônica

A doença renal crônica (DRC) se caracteriza por lesão nos rins que se mantém por três meses ou mais, com diversas consequências, pois os rins têm muitas funções, dentre elas: regular a pressão, filtrar o sangue, eliminam as toxinas do corpo, controlar a quantidade de sal e água do organismo, produzir hormônios que evitam a anemia e as doenças ósseas, entre outras. Em geral, nos estágios iniciais, a DRC é silenciosa, ou seja, não apresenta sintomas ou eles são poucos e inespecíficos. Por causa disso, pode haver demora no diagnóstico e ele só acontecer quando o funcionamento dos rins já está bastante comprometido, necessitando para manutenção da vida do indivíduo, tratamento por meio da diálise ou transplante renal. Assim, são fundamentais a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, que tem tratamento e que pode ser observada com a realização de exames de baixo custo, como o exame de urina e a dosagem de creatinina no sangue.

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