Marielle Franco: Justiça já tem data para início do julgamento

Ronnie Lessa, sargento reformado da PM, apontado por ter feito os disparos e o ex-PM Elcio Queiroz, acusado de ter dirigido o Cobalt prata usado na emboscada, serão ouvidos pela Justiça do Rio, através de teleconferência

Por Bruna Fantti

Ronnie Lessa (esquerda) e Élcio Queiroz (direita) foram presos acusados de matar a vereadora Marielle Franco
Ronnie Lessa (esquerda) e Élcio Queiroz (direita) foram presos acusados de matar a vereadora Marielle Franco -
Rio - A Justiça do Rio já tem data e hora marcada para o início do julgamento dos homens apontados por terem matado a vereadora Marielle Franco e o seu motorista Anderson Gomes. A primeira audiência de instrução irá ocorrer no dia seis de junho, às 13h.
Ronnie Lessa, sargento reformado da PM, apontado por ter feito os disparos e o ex-PM Elcio Queiroz, acusado de ter dirigido o Cobalt prata usado na emboscada, serão ouvidos pela Justiça do Rio, através de teleconferência. Como o caso corre sob segredo de justiça, o público não poderá acompanhar os depoimentos.
Os suspeitos foram presos no dia 12 março passado, dois dias antes do crime completar um ano. A prisão ocorreu em decorrência de uma investigação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual. Em abril, Lessa e Queiroz foram transferidos do Rio de Janeiro para o presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, a pedido da Justiça.
Os advogados de ambos negam o envolvimento de seus clientes nos assassinatos. Já o Ministério Público afirma que os dois planejaram o crime por cerca de três meses. Atualmente, a Polícia Civil investiga a motivação do crime e se houve mandante. Até o momento, as investigações ainda não avançaram.
Na semana passada, uma outra investigação, realizada pela Polícia Federal, apontou que houve tentativa de obstrução no caso por parte de uma testemunha. Um policial militar teria acusado o miliciano Orlando Curicica e o vereador Marcello Siciliano como mandantes do crime. Seu interesse seria assumir os pontos de influência do miliciano preso.

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