Engenho Novo e velhos problemas seguem: de alagamentos à violência

Bairro da Zona Norte do Rio também tem sofrido com falta de coleta de lixo e buracos nas ruas

Por O Dia

Lixo acumulado na calçada da Rua Bolívia dificulta a circulação de pedestres e atrai ratos e baratas
Lixo acumulado na calçada da Rua Bolívia dificulta a circulação de pedestres e atrai ratos e baratas -

Rio - Ruas esburacadas e com lixo espalhado pelas calçadas, alagamentos constantes e segurança precária. São os principais problemas vividos pelos moradores do Engenho Novo, na Zona Norte, que têm sofrido com o abandono do bairro.

Andar na calçada, por exemplo, é tarefa quase impossível na Rua Bolívia. De um lado, o lixo toma conta. Do outro, um vazamento d'água. "São problemas antigos e constantes aqui. Não conseguimos passar na calçada de tanto lixo que tem. Somos obrigados a andar pelo meio da rua", relata a costureira Edilza Assis. "A Cedae vem aqui, dá um jeito, mas sempre volta", completa a aposentada Maria das Graças.

Na Rua Souto Carvalho, o problema são os buracos e o lixo. "Falta coleta e acaba acumulando sujeira na calçada. Isso é ruim porque atrai moscas, baratas e ratos", reclama Ana Maria.

A localidade conhecida como Buraco do Padre, na Rua Silva Freire, sofre com os constantes alagamentos. "Já fiquei quase duas horas preso no ônibus, pois tinha chovido muito e não tinha como passar pelo local. Quando chove, isso aqui vira um caos", conta Jorge da Siva, pedreiro que mora no Engenho Novo há 15 anos. Nas calçadas também há acúmulo de lixo. Para o empresário Carlos Eduardo, falta lixeira nas ruas do bairro. "A coleta precisa melhorar e seria bom se existissem lixeiras nas calçadas", avalia o morador da Rua Vaz Tolêdo.

O cenário da Rua Sousa Barros é degradante. Afinal, é comum presenciar moradores de rua usando drogas em meio ao lixo. Já a segurança é outra grande preocupação. O bairro é rota de fuga de criminosos e fica rodeado de comunidades. Os moradores se queixam ainda dos constantes assaltos. "Evitamos ficar na rua para não sermos assaltados, o que é muito comum por aqui", confessa um morador, que não quis se identificar.

Em nota, a Comlurb informou que a coleta está regular e que é realizada três vezes por semana. A companhia reforçou ainda a importância dos moradores respeitarem o horário de coleta. Já a Cedae garantiu que vai providenciar o reparo na Rua Bolívia.

Poder público

A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, por sua vez, informou que todos os dias são realizados ações de abordagem com assistentes sociais para acolhimento e tratamento para moradores de rua e usuários de drogas no bairro. A prefeitura garantiu também que equipe de conservação será enviada para programar as ações para eliminar os alagamentos e restabelecer o pavimento das ruas esburacadas.

Em relação aos assaltos, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que investe no policiamento preventivo e ostensivo. E ressaltou a importância de registrar as ocorrências.

 

Galeria de Fotos

Lixo acumulado na calçada da Rua Bolívia dificulta a circulação de pedestres e atrai ratos e baratas Luciano Belford/Agência O Dia
Edilza Assis reclama da sujeira no bairro e do vazamento de água na Rua Bolívia Luciano Belford/Agência O Dia
Carlos Eduardo pede lixeiras nas calçadas para evitar lixo espalhado nas vias Luciano Belford/Agência O Dia

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