Polícia conclui que professora desaparecida ao sair de casa no Alemão foi morta pelo marido
Tamires Cristina Bandeira foi morta por Reinaldo da Silva Bandeira e seu corpo ficou na casa por três dias, até ser retirado pelo pai do assassino. 'É dissimulado e tentou atrapalhar investigações', diz Elen Souto, da Delegacia de Descoberta de Paradeiros
Tamires Cristina Bandeira foi morta por Reinaldo da Silva BandeiraReprodução / Facebook
Tamires Cristina Bandeira foi morta por Reinaldo da Silva Bandeira
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Tamires Cristina Bandeira foi morta por Reinaldo da Silva Bandeira
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Tamires Cristina Bandeira foi morta por Reinaldo da Silva Bandeira
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Tamires Cristina Bandeira foi morta por Reinaldo da Silva Bandeira
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Tamires com Reinaldo: inquérito concluiu que ele assassinou a esposa, ocultou cadáver com a ajuda do pai e forjou desaparecimento
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Reinaldo em protesto cobrando a investigação da polícia: DDPA diz que ele tentou atrapalhar o trabalho investigativo
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Reinaldo deu entrevistas na época: no pescoço, marca da briga que teve com a mulher no dia que teria ocorrido o crime
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Tamires com Reinaldo: inquérito concluiu que ele assassinou a esposa, ocultou cadáver com a ajuda do pai e forjou desaparecimento
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Para os policiais, ao contrário do que contou o marido à polícia, Tamires nunca saiu de casa para fazer exames médicos no Cachambi, muito menos para trocar roupas para o filho em Madureira. A história foi inventada pelo homem para que as investigações fossem confundidas e atrapalhadas. A denúncia foi aceita pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) e aguarda da decisão da justiça sobre o mandado de prisão de Reinaldo e seu pai, que ajudou a ocultar o corpo.
Segundo a Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), houve uma discussão no dia do crime, 23 de junho, e a professora foi morta dentro de casa e o corpo teria ficado na residência do casal por três dias, até ser retirado por Reginaldo dos Santos Bandeira, pai do assassino, que ocultou o corpo. A briga foi motivada por uma mensagem de um outro homem no celular da vítima.
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"Esse crime foi uma falta de respeito como a vítima. Ela foi morta de forma cruel e não teve direito de ter um enterro digno. Eles sumiram com o corpo dela, que até hoje não foi encontrado", disse a delegada Elen Souto, titular da DDPA.
O inquérito, ao qual O DIA teve acesso, aponta que Reinaldo teria deixado o corpo da professora em um dos quartos e se escondeu em casa para que vizinhos e parentes não o visse. O crime pode ter sido cometido em um cômodo ao lado de onde estava o filho do casal que tinha apenas três anos de idade, no dia do crime. Por três dias, o corpo de Tamires teria ficado na casa.
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De acordo com a DDPA, no domingo, 25 de junho, o marido da vítima ligou para o pai, Reginaldo dos Santos Bandeira, pedido ajuda para esconder o corpo. Segundo o relatório da Polícia Civil, na madrugada da segunda-feira, dia 26, Reginaldo saiu do Engenho da Rainha, onde mora, e foi ao local do crime em um carro e teria ajudado o filho a retirar o corpo da professora.
A Polícia Civil concluiu pelo crime de feminicídio após verificar imagens de câmeras, depoimentos de testemunhas e também quebrar o sigilo telefônico dos envolvidos. "As investigações continuam e temos certeza que foi feminicídio com a ocultação do corpo de Tamires", disse a delegada Ellen Souto, titular da DDPA.
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'Última pessoa que desconfiávamos', diz familiar da vítima
Todas as vezes que Reinaldo foi à DDPA ele se mostrou tranquilo e pediu detalhes da investigação. A última vez que ele esteve na especializada foi no último dia 3 de janeiro. O homem comunicou aos investigadores que havia saído da comunidade e que estava morando na Pavuna, Zona Norte da cidade.
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"O Reinaldo é dissimulado e tentou atrapalhar as investigações vindo depor e tendo interesse em quem estava vindo testemunhar. Ele tentou atrapalhar e inviabilizar as investigações", disse a delegada.
O DIA conversou com um familiar da professora. Segundo a pessoa que pediu anonimato, Reinaldo saiu da comunidade poucos dias após o crime. "Ele foi morar com a avó. Logo em seguida veio e levou o filho com a desculpa de que a criança tinha que acostumar lá. Não tivemos a chance de impedir porque ele é o pai, né, e ele não deixou o menino ficar aqui", lembrou.
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Questionada se os parentes suspeitavam de algum tipo de desentendimento entre o casal a pessoal é enfática. "Eles nunca brigaram na nossa presença. Nunca houve uma discussão sequer. Se ele for o culpado ele tem que pagar. O que nos surpreende é que ele é a última pessoa que desconfiávamos", completou.
Reinado em protesto cobrando a investigação da polícia: DDPA diz que ele tentou atrapalhar o trabalho investigativo - Reprodução Record TV
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Vizinha enquanto corpo estaria na casa
Um dos depoimentos à DDPA consta de uma testemunha que esteve no dia 25 de junho casa do casal e Reinaldo teria dito que queria ficar sozinho. Ainda segundo a pessoa, no dia anterior o homem teria lavado a cozinha da casa. A depoente afirmou ainda que isso teria chamado sua atenção, já que não era de costume Reinaldo fazer faxina.
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A mulher disse também que notou uma pá dentro do quarto do casal e indagou o Reginaldo sobre o instrumento. A resposta era que ele estaria fazendo obras no quarto. Entretanto, a mulher disse que estranhou a situação e não teria acreditado na desculpa.
No dia 10 de julho do ano passado, a DDPA, com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do casal. Naquela data, uma perícia foi feita com luminol e buscas foram feitas nos arredores da comunidade. Foram encontros vestígios de sangue na casa que eram compatíveis com a vítima.
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Suspeito deu entrevistas para jornais
Dias após o desaparecimento e fazer o registro na Cidade da Polícia, Reinaldo — que estava com marcas de unhas no pescoço — chorou e disse que a mulher havia saído de casa para fazer um exame no Cachambi e em seguida iria a um encontro em Madureira para trocar roupas para o filho. Depois disso, ele disse que ela não teria mais atendido aos telefonemas. O homem confessou que eles haviam brigado um dia antes mas que a discussão "era algo comum de casal". "Tem discussões normais, isso me entristece, mas é tranquilo", disse na época.
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Para a delegada, o homem teria tentado atrapalhar as investigações. "Todas as informações que a família recebia vinha por parte do Reinaldo. Acreditamos que ele queria ficar perto dos familiares para se passar como inocente", contou a delegada Elen Souto.
O marido da professora também contou que a mulher teria sido abordada por um homem em Pilares que a teria assediado. No entanto, segundo ele, a mulher não tinha aceito as investidas e que o tal homem teria jogado o carro contra ela — que quase foi atropelada. Reinaldo também falou sobre ameaças que ela estava sofrendo de uma outra mulher. "Vou te pegar. Você está dando confiança para o meu marido e vou te esculachar", narrou o suspeito, sobre o que a mulher teria falado ao telefone para Tamires.
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Reinaldo deu entrevistas na época: no pescoço, marca da briga que teve com a mulher no dia que teria ocorrido o crime - Reprodução Record TV