Vacina contra a gripe está liberada

Com o fim da campanha para 'população alvo', imunização poderá ser feita em 232 clínicas da cidade

Por Maria Luisa de Melo

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Quem ainda não se vacinou contra a gripe deve se dirigir à unidade de saúde mais próxima de sua casa a partir de hoje. Com o fim da campanha para a chamada 'população alvo', formada por gestantes, idosos e crianças, as doses serão disponibilizadas para todos. Só na cidade do Rio, a imunização poderá ser feita em 232 clínicas da família e centros municipais de saúde. De acordo com a prefeitura, a vacina será oferecida de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, enquanto durarem os estoques das unidades. As doses são formadas por sobras da campanha do governo federal.

Especialistas ouvidos pelo O DIA alertam para a necessidade de imunização nesta época do ano. Segundo o infectologista André Machado Siqueira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a gripe e o resfriado estão entre as principais doenças de transmissão respiratória. Mas é possível evitar a contaminação com cuidados básicos no dia a dia. "Na maioria dos casos, a transmissão acontece quando as pessoas tocam na superfície infectada e depois levam as mãos ao próprio corpo. Por isso, é fundamental lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool gel antes de tocar a boca e o rosto", recomenda.

Ele alerta, ainda, que gripes podem evoluir para pneumonias e outras complicações: "Quem sofre de cardiopatias tem um maior risco de descompensações, como o infarto".

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o percentual de cobertura da 'população alvo' da vacinação na cidade do Rio chegou a 90,9%. Um recorde desde 2015. Em números absolutos, isso quer dizer que cerca de 2 milhões de idosos, crianças de 6 meses a 6 anos incompletos, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, trabalhadores de saúde, portadores de doenças crônicas, professores da rede regular de ensino e profissionais de segurança foram imunizados.

cidades em sinal de alerta

O índice cai para 85% no estado. Nova Iguaçu e Belford Roxo, na Baixada, e São Gonçalo, na Região Metropolitana, estão entre as cidades onde a situação é mais preocupante, aponta o médico Alexandre Chieppe, porta-voz da Secretaria Estadual de Saúde: "Há cerca de uma semana, São Gonçalo estava com uma cobertura de 65%".

Apesar do alto índice de vacinas contra a gripe em unidades de saúde na primeira fase da campanha na cidade e no estado, há registros de situações preocupantes na população. Já foram registrados 55 casos de pacientes com síndrome respiratória aguda grave na capital, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. Entre eles, 13 eram casos de H1N1, ainda de acordo com a pasta.

Contraindicações

Para pessoas que tenham apresentado febre recente, recomenda-se adiar a vacinação até melhorar. Portadores de doenças neurológicas e da síndrome Guillain-Barré devem consultar um médico antes de tomar a vacina. Aqueles com histórico de alergia grave e prévia a ovo ou a algum outro componente da fórmula não devem se vacinar.

 

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