Justiça aceita pedido feito pelo MPF para que o Hospital Federal de Bonsucesso informe seu número de leitos

Direção da unidade médica tem 48 horas para informar quantos médicos estão trabalhando e garantir a presença de todos na unidade de saúde

Por O Dia

Iracema Sousa era a imagem da desolação, ontem, na porta do HFB. Não havia médico nem ambulância para levá-la a outra unidade
Iracema Sousa era a imagem da desolação, ontem, na porta do HFB. Não havia médico nem ambulância para levá-la a outra unidade -
Rio - A Justiça Federal aceitou o pedido de urgência protocolado pelo Ministério Público Federal (MPF) para que o Hospital Federal de Bonsucesso (HBF), na Zona Norte do Rio, apresente o número de médicos da unidade. A Direção da unidade médica tem 48 horas para informar quantos médicos estão trabalhando e garantir a presença de todos na unidade de saúde.

No pedido, o MPF requereu que seja apresentada a escala de serviço que mostre que o número de profissionais são suficientes para atender em todas as especialidades do HFB. "Caso seja constatada a real falta de médicos no HFB, o MPF pede que a União seja obrigada a lotar na unidade o número de servidores necessários para garantir a manutenção dos atendimentos de saúde no serviço de emergência", diz o órgão.

O pedido foi realizado pelas procuradoras da República Aline Caixeta, Roberta Trajano e Marina Filgueira a partir de notícia de risco iminente de fechamento da emergência do hospital por falta de recursos humanos, notadamente das áreas de clínica médica e pediatria.

Conforme O DIA mostrou nesta terça-feira, a emergência do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) só tem atendido quem chega com risco de morte por conta da falta de médicos. É o que mostra relatório produzido por funcionários da unidade, entregue à Direção Geral do HFB, este mês.

O DIA teve acesso ao documento, que aponta um déficit total de 77 médicos na emergência, quando deveria ter 124. Ou seja, o a unidade funciona com 38% do efetivo. As especialidades com maior carência são as de médicos clínicos, onde faltam 27 profissionais, e pediatras, menos 25. O relatório ainda contabiliza déficit nas áreas de cirurgia geral, faltam 14; e plantão geral, menos 11.
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