Acusados da morte de Marielle e Anderson são transferidos de novo

Ronnie e Élcio foram levados de Mossoró (RN) para unidade em Porto Velho (RO)

Por Bruna Fantti

Respondem pelo homicídio os ex-policiais Ronnie Lessa (reformado) e Élcio Queiroz (expulso da Polícia Militar)
Respondem pelo homicídio os ex-policiais Ronnie Lessa (reformado) e Élcio Queiroz (expulso da Polícia Militar) -
Rio - O juiz federal corregedor da Penitenciária Federal de Mossoró, Walter Nunus Júnior, conseguiu a transferência dos dois homens denunciados pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes para outra prisão federal. No pedido, alegou que na mesma unidade estava o miliciano Orlando Oliveira, o Orlando Curicica.

Segundo o corregedor, Curicica “forneceu às autoridades informações importantes do envolvimento de Ronnie (Lessa) e Élcio (Queiroz) nos assassinatos”. Até a Polícia Civil prender Lessa e Queiroz pelos homicídios, em março, o miliciano era o principal suspeito pelo crime.

Em sua sentença, o juiz federal corregedor enfatizou que a transferência da dupla de detentos era “recomendável, para preservar a integridade física de Orlando”. Lessa e Queiroz foram transferidos, na última quinta-feira, de Mossoró, no Rio Grande do Norte, para a unidade do Norte do país, localizada em Porto Velho, em Rondônia.

A operação de transferência ocorreu de forma sigilosa, pela Polícia Federal, em caráter de urgência. Foram as promotoras Simone Sibilio e Letícia Emile, do Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que solicitaram a transferência de Lessa e Queiroz de Bangu 1, na Zona Oeste do Rio, para uma unidade federal, no dia 28 de março deste ano. Lá,
a segurança de Curicia foi reforçada.

Na quinta-feira, uma investigação da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí desarticulou uma quadrilha que seria liderada por Curicica em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio. Ao todo, 42 pessoas foram presas suspeitas de terem cometido cem assassinatos. Antes de matarem os seus desafetos, os milicianos tiravam selfies com as vítimas.
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