Manifestantes fazem ato contra morte de jovens no Rio: 'Livrai-nos da ponta do fuzil'

Organizado pela deputada estadual Mônica Francisco e pelo grupo de jovens de favela Brota na Laje, o grupo se concentrou na Rua Paul Underberg, de onde partiu em passeata no sentido Praça Saens Peña

Por PALOMA SAVEDRA , Marina Cardoso , Beatriz Perez

Ato em homenagem a jovens mortos começou no Morro do Borel
Ato em homenagem a jovens mortos começou no Morro do Borel -
Rio - Uma manifestação, intitulada 'Vidas faveladas importam', partiu do Morro do Borel, na tarde deste sábado, e percorreu ruas da Tijuca, na Zona Norte. O ato foi contra a morte de seis jovens na última semana, no Estado do Rio. Entoando gritos de ordem pedindo 'atenção às vidas faveladas', os manifestantes passaram pelo ponto de ônibus onde Gabriel Pereira Alves foi morto baleado, quando ia para a escola.
O pai de Gabriel, Fabrício Alves, participou da manifestação e recebeu apoio dos jovens e de outros pais que estavam no local.
Ao passarem em frente à Paróquia Nossa Senhora da Conceição, na Rua Conde de Bonfim, os sinos da igreja soaram e dezenas de manifestantes rezaram juntos o 'Pai Nosso', que chamaram de oração da resistência. Ao final da prece, eles pediram "o livramento da morte, da chacina, da ponta do fuzil, da morte iminente, hoje e sempre".
Durante o evento, organizado pela deputada estadual Mônica Francisco, do Psol, e por jovens do grupo Brota na Laje, os deputados do PSL Alexandre Knoplock e Rodrigo Amorim estiveram no local, conversaram com policiais e logo se retiraram.

Confira o vídeo:
Organizado pela deputada estadual Mônica Francisco e pelo grupo de jovens de favela Brota na Laje, o grupo se concentrou na Rua Paul Underberg, de onde partiram em passeata no sentido Praça Saens Peña por volta das 16h30.
Mães e pais de outros jovens assassinados também estiveram no ato. Bruna da Silva, mãe de Marcos Vinícius da Silva, que também foi morto a caminho da escola durante tiroteio na Maré, em junho de 2018, afirmou: "Meu filho foi morto nessa politicagem de segurança pública que não funciona".
Maria Dalva da Costa, mãe de Thiago da Costa, morto na chacina no Morro do Borel em 2003, também fez críticas: "Não existe justa agressão. O Pacote Anticrime do Moro quer dar a liberdade de qualquer policial acabar com a vida dos nossos filhos", desabafou.
O ato foi acompanhado por policiais militares e agentes da Guarda Municipal.
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