Sequestrador usava máscara de caveira (balaclava)
 - Ricardo Cassiano
Sequestrador usava máscara de caveira (balaclava) Ricardo Cassiano
Por Yuri Eiras
Rio - O tenente coronel Nunes, comandante do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), disse ter partido dele a decisão de atirar em Willian Augusto da Silva no momento em que ele saiu do ônibus. Willian desceu as escadas de embarque do veículo para arremessar um casaco, e acabou atingido pelos disparos de um atirador de elite que estava posicionado na Ponte Rio-Niterói.
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O comandante do Bope reforçou não ter partido do governador Wilson Witzel a decisão de atirar. "Os protocolos são da Polícia Militar. O governador apenas nos dá condições de trabalho. A ordem foi do gerente da crise, no caso eu", disse coronel Nunes em entrevista coletiva no Palácio Guanabara, em Laranjeiras. A negociação durou três horas e meia, e psicólogos da polícia estiveram no local para auxiliar na negociação. "Tínhamos psicólogos no local que traçaram um perfil psicótico dele. Meus atiradores posicionados tinham a possibilidade de evitar maiores danos".
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"O Bope vai priorizar a preservação da vida. E, até o acompanhamento da psicóloga foi importante. Os tiros foram necessários para ele parar os movimentos. Ele estava com isqueiro, era bem complexo", comentou o coronel Nunes, que evitou dizer quantos tiros foram disparados no sequestrador e quantos acertaram.
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Governador disse não ter comemorado a morte
Na entrevista coletiva, Wilson Witzel negou que ter comemorado a morte de William Augusto da Silva. Minutos após o fim do sequestro, o governador desceu do helicóptero na Ponte Rio-Niterói comemorando efusivamente, em direção ao público e aos policiais. "Algumas pessoas estão dizendo que comemorei a morte. Eu comemorei a vida. A população que estava ao redor estavam comemorando a vida. Em momento nenhum vou manifestar alegria pela morte de quem quer que seja. Eu olhei para o rosto das vítimas. São pais, avós, trabalhadores que estavam abalados", disse Witzel.
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