Relembre: Garotinho e Rosinha acumulam prisões polêmicas

Esta é a quarta vez que o ex-governador é preso e a segunda detenção de Rosinha

Por O Dia

Garotinho já havia sido preso em 2016, mas teve sua detenção revogada
Garotinho já havia sido preso em 2016, mas teve sua detenção revogada -
Rio - Com a prisão desta terça-feira (3/9), Garotinho acumula quatro e Rosinha, duas detenções. O casal foi preso em investigação que apura o superfaturamento de R$ 62.566.209,25 em contratos para a construção de casas populares firmados com a construtora Odebrecht em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Os dois teriam recebido R$ 25 milhões em propinas.
Setembro de 2019 - A Operação Secretum Domus do Ministério Público do Rio prendeu na manhã desta terça-feira (3) os ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus (Patriota). O casal e outras três pessoas são suspeitos de participação em um esquema de superfaturamento em contratos celebrados entre a Prefeitura de Campos e a construtora Odebrecht.
Ex-governadores foram levados para a Cidade da Polícia - Reprodução / TV Globo
Novembro de 2017 - Garotinho foi preso em novembro de 2017 sob acusação de crimes como corrupção, participação em organização criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais entre os anos 2009 e 2016. A denúncia do MPE afirmava que o grupo J&F fez doação ilegal de R$ 3 milhões por meio de contrato com uma empresa indicada por Garotinho para financiar sua campanha ao governo do Estado em 2014, derrotada pela de Luiz Fernando Pezão (PMDB).
No período preso, que durou um mês, Garotinho fez greve de fome e disse ter sido agredido. Ele foi atendido pelo ex-secretário de Saúde do governo Cabral, Sérgio Cortes, que também estava preso.
Um dia depois da prisão da ex-governadora Rosinha Matheus, a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo também chegou ao presídio em Benfica. "Antes dela chegar uma pessoa que se apresentou como coordenadora lá de Benfica perguntou se eu tinha algum problema com ela e eu respondi 'todos', mas pediram para que não houvesse problemas", lembrou Rosinha à época. 
Setembro de 2017 - Garotinho foi preso no dia 13 de setembro de 2017, enquanto apresentava seu programa na Rádio Tupi. A prisão foi determinada pelo juiz Ralph Manhães, da 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, que o condenou a 9 anos e 11 meses de prisão por corrupção eleitoral, associação criminosa, coação de duas testemunhas e supressão de documentos. A medida foi posteriormente convertida em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.
Ele foi levado por policiais federais para sua casa em Campos dos Goytacazes, onde cumpriu prisão domiciliar. Após a prisão, o radialista Cristiano Santos assumiu o programa de Anthony Garotinho. No entanto, o profissional surpreendeu os ouvintes ao se desculpar dizendo que Garotinho deixou a Rádio Tupi repentinamente por um "problema na voz".

"A vinheta não entrou errada não. Estou de volta para fazer companhia a você. Nosso Garotinho até tentou fazer o programa hoje, mas a voz foi embora. A orientação médica é que ele pare de falar agora. Amanhã ele vai estar aqui, se Deus quiser. Pode voltar quando ficar bom, que eu cuido do programa com carinho", afirmou ao vivo.
Garotinho já havia sido preso em 2016, mas teve sua detenção revogada - Arquivo / Vladimir Platonow / Agência Brasil
Novembro de 2016 - A primeira prisão de Garotinho foi em 16 de novembro de 2016, no âmbito da Operação Chequinho, que investigou um esquema de compra de votos em Campos, na eleição municipal daquele ano, envolvendo o programa social Cheque Cidadão. O ex-governador se sentiu mal e foi levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. Numa decisão polêmica, Garotinho foi removido à força, para a unidade de saúde do complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, e, dias depois, para o Quinta D’Or, por decisão do TSE, sob alegação de necessidade de melhor atendimento.
Em 2018, Garotinho teve a candidatura ao Governo do Rio barrada pela Justiça Eleitoral Anthony Garotinho (PRP). Fora da disputa, ele declarou apoio ao candidato Romário.
Com as prisões, quatro ex-governadores do Rio de Janeiro estão presos: Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão, Anthony Garotinho e Rosinha Matheus. 

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Garotinho já havia sido preso em 2016, mas teve sua detenção revogada Arquivo / Vladimir Platonow / Agência Brasil
Ex-governadores foram levados para a Cidade da Polícia Reprodução / TV Globo

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