Witzel quer conter acesso a favelas para combater roubo de cargas

Rio terá policiamento especial nas estradas e vias expressas perto de comunidades

Por Bruna Fantti

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Rio - O governador Wilson Witzel anunciou a criação de um programa de segurança para fechar o acesso de caminhões e carros suspeitos a comunidades utilizadas como rota de quadrilhas de roubo de carga. A ideia é que o projeto esteja em funcionamento até o final do ano e utilize viaturas que irão parar caminhões nos principais acessos a favelas para onde as cargas são levadas com frequência, como o Complexo do Chapadão e Pedreira, na Zona Norte.

Além das viaturas, o governo pretende usar helicópteros e motos de alta velocidade para fazer a ronda das estradas estaduais.

O anúncio foi feito pelo governador Wilson Witzel, ontem. "Esta semana fizemos uma grande reunião para um investimento gigantesco para os corredores de entrada do Rio: as estradas. Vamos reduzir praticamente a zero o roubo de carga. Vamos fechar os corredores de acesso onde tem a entrada de roubo de carga, na entrada de comunidades. Esse programa vai se iniciar em breve, no mais tardar, no início do ano que vem. Isso diminuirá muito a pirataria e o financiamento do tráfico", disse.

Ainda segundo Witzel, não haverá prejuízos aos moradores das regiões que terão o programa e ele pretende realizar uma reunião para debater o assunto. "Não vai ter nenhuma invasão ao direito de ir e vir do cidadão. Isso só poderia ser feito se ele concordasse assim como é em um condomínio. Os condomínios têm controle de acesso, ninguém entra e ninguém sai se não estiver devidamente controlado.A comunidade é que tem que conversar conosco e dizer que quer este controle de acesso", afirmou.

Como ainda está em fase de estudo, as favelas que terão esse policiamento especial ainda não tiveram os nomes revelados. A ideia é seguir a mancha criminal e um levantamento do Sindicato de Cargas, que já tinha sugerido esse tipo de estratégia.

Rota de fuga para quadrilhas

O DIA conversou com um agente que participa do projeto com o governo. "Se compararmos os locais com os indicadores de roubo de carga na Região Metropolitana, a maioria está em comunidades às margens de rodovias e vias expressas. Muitos dos acessos dessas vias às comunidades possuem um fluxo mínimo de automóveis, o que facilita a fuga das quadrilhas", explicou, em anonimato.
 
O roubo de cargas ainda possui números expressivos: em oito meses deste ano, foram 5277 casos. A redução desse crime é uma das metas dos batalhões. No início do mês, uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público levou 11 criminosos à prisão e comprovou que os lucros dos roubos abasteciam o tráfico.
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