Bombeiro que atuou no incêndio da Quatro por Quatro recebe alta

Velórios dos três militares que morreram na ação será realizado neste sábado

Por O Dia

Prédio pegou fogo na Rua Buenos Aires, esquina com a Rio Branco, no Centro do Rio
Prédio pegou fogo na Rua Buenos Aires, esquina com a Rio Branco, no Centro do Rio -
Rio - O capitão Thiago Agostinho Dias, um dos bombeiros que atuou no combate ao incêndio da 'whiskeria' Quatro por Quatro, recebeu alta do Hospital Central Aristarcho Pessoa, na manhã deste sábado. De acordo com a corporação, outros dois militares permanecem internados no Hospital do Corpo de Bombeiros, o 1º sargento Rafael Magalhães F. Alves, em estado grave e o Capitão David Mont`serrat V. da Cunha, estável. 
A corporação divulgou ainda o horário e o local do velório dos militares que morreram durante a ação. O 2º sargento Geraldo A. Ribeiro será velado às 11h, no Mausoléu do Corpo de Bombeiros, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, Região Central do Rio. O sepultamento está previsto para as 16h.
O cabo José Pereira de S. Neto será enterrado no Jardim da Saudade de Sulacap, na Zona Oeste do Rio. O velório está previsto para começar às 13h30, na capela 7 e o sepultamento às 16h45. Também no Jardim da Saudade será realizado o enterro do Cabo Klerton G. de Araújo, na capela 2. Com velório previsto para às 11h45 e o sepultamento às 16h15.
O Corpo de Bombeiros informou que vai abrir uma sindicância para apurar as causas das mortes. Equipes de assistentes sociais prestam atendimento aos familiares das vítimas. A corporação declarou ainda que 'A instituição está de luto e se solidariza com parentes, amigos e colegas de farda', disse.
O comandante-geral da corporação, coronel Roberto Robadey Jr, também lamentou o ocorrido. "Nosso pesar e nossa continência a estes militares que morreram cumprindo a valorosa missão que escolheram. Serão lembrados como verdadeiros heróis" disse.
Trabalho continua
O Corpo de Bombeiros segue atuando no rescaldo do incêndio que atingiu a boate na manhã desta sexta-feira. Mais de 70 militares de 14 unidades, apoiados por cerca de 30 viaturas, participaram dos esforços de combate às chamas e evacuação das vítimas.
Segundo a Defesa Civil, o local foi interditado por completo, neste sábado. O trecho da Rua Buenos Aires, onde fica o estabelecimento, continua interditado para auxílio às equipes do Corpo de Bombeiros que ainda atuam no local.
De acordo com a 1ª DP (Praça Mauá) as investigações para apurar as circunstâncias do incêndio seguem em andamento. O delegado responsável pela investigação e os peritos estiveram na manhã deste sábado no local e retornam amanhã para conclusão do trabalho. Testemunhas e funcionários estão sendo ouvidos.
Início do incêndio
O Corpo de Bombeiros foi acionado para a ocorrência na Rua Buenos Aires, no número 44 às 11h25. Segundo o comandante-geral da corporação, o coronel Roberto Robadey, as mortes aconteceram quando o fogo já parecia estar controlado e que diferente dos boatos espalhados na internet, não houve desabamento ou explosão: "Não teve desabamento, eu andei todo o espaço. Não teve explosão. A gente vai apurar melhor. Não existe nada que indique que houve alguma explosão posterior. Foi inalação de fumaça realmente", explicou.
Bombeiros não encontraram a saída
O tenente-coronel Sidney Gonçalves, da Defesa Civil Estadual, os militares morreram por conta de inalação de fumaça: "As vítimas estavam com máscara, só que o oxigênio acabou. Eles ficaram sem ar, não conseguiram encontrar o caminho de volta e morreram por aspiração de fumaça", explicou.
 
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