'Ela tem que pagar pelo o que fez', diz tia de jovem morto por mulher que fugiu de blitz

Motociclista morreu após ser atropelado, na última quinta-feira, por uma motorista que apresentava sinais de embriaguez

Por Larissa Esposito*

Jovem foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap
Jovem foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap -
Rio - Cerca de 150 pessoas estavam presentes no sepultamento de Jonatan Lima da Silva, de 24 anos, na tarde deste domingo, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste do Rio. O jovem morreu após ser atropelado, na última quinta-feira, por uma motorista que apresentava sinais de embriaguez e que tentou fugir com seu veículo, na contramão, de uma blitz da Lei Seca. Durante o velório, Rosanea Ferreira da Silva, tia da vítima, prometeu justiça: "Ela tem que pagar pelo que ela fez. Se ela continuar, ela vai fazer de novo. Vai ter outra família sofrendo como nós estamos. Vai ter outro pai e outra mãe chorando lágrimas de sangue".
Durante o sepultamento, parentes e amigos usavam camisas em homenagem ao rapaz e cantavam o hino do flamengo. Em determinado momento, todos puxaram uma salva de palmas e gritaram por justiça. "Foi um tiro no peito do meu filho", lamentou o pai de Jonatan, Jorge Ferreira da Silva. "Essa assassina destruiu uma família inteira", desabafou Silvana, mãe do jovem.
"A gente vai lutar. Tudo o que for possível fazer, dentro da Justiça, nós vamos fazer. Vamos recorrer. Já trocamos pra doloso e já conseguimos isso. Agora, ela vai pagar. Tem que pagar. Ela é uma assassina. Ela praticamente deu um tiro no meu sobrinho. Meu sobrinho estava vindo do trabalho. Mesmo assim, ele poderia estar vindo de qualquer outro lugar, ela não tinha esse direito. Entrou na contramão, atropelou, não prestou socorro, saiu cheia de razão e, se o carro dela não morre, ela não ia parar. A intenção dela era fugir do local. Ela tem que ser presa, senão ela vai fazer de novo, pode ter certeza. A partir do momento que bebe e pega um carro, assumiu toda a responsabilidade de matar", completou Rosanea.
Segundo a prima de Jonathan, Jessica da Silva, testemunhas do acidente relataram que a motorista, Karla Vasconcelos, estava acompanhada. "No momento em que a seguraram, ele (o acompanhante) fugiu", conta.
De acordo com o delegado Reginaldo Guilherme, da 33ª DP (Realengo), ele recebeu a informação de que Karla Vasconcelos havia deixado um motel da região. Por conta disso, a hipótese de que outra pessoa estaria no carro vai ser averiguada.
"Temos que verificar se ela assumiu o volante para outra pessoa, já que tem essa informação de que ela saiu de um motel. Será que saiu no carro sozinha? Isso vai fazer parte da investigação", afirmou.
*Estagiária sob supervisão de Maria Inez Magalhães.
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