Caso Marielle: Brazão nega ser mandante do crime

Procuradoria acusa político de ter pago R$ 500 mil pelo assassinato de Marielle Franco

Por CÁSSIO BRUNO

Domingos Brazão
Domingos Brazão -

Rio - O conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), Domingos Brazão, negou ontem ser o mandante dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. Em entrevista a O DIA, o ex-deputado disse desconhecer os executores dos crimes apontados pela então procuradora geral da República, Raquel Dodge. Segundo ela, Brazão teria pago cerca de R$ 500 mil pelo atentado.

"Acredito na Justiça. É chato, é doloroso. Tanto para a minha família quanto para a família da Marielle. Não conheço os personagens. Eu poderia conhecê-los? Sim, porque também sou de Jacarepaguá. Mas eu não os conheço. Nada é mais forte que a verdade", afirmou Brazão.

'INVESTIGAÇÕES VÃO FALAR'

Ontem, o portal de notícias UOL publicou uma reportagem que revela um áudio incluído nas investigações de Raquel Dodge. Nele, há uma conversa telefônica entre o vereador do Rio Marcello Sicilliano (PHS) e o miliciano Jorge Alberto Moreth, o Beto Bomba. Na gravação, Beto Bomba diz que o mandante da morte de Marielle é Domingos Brazão.

"Eu estou conversando contigo agora e tenho ciência que o meu telefone possa estar grampeado. Será que esses personagens não sabiam e estavam ali orquestrados? As investigações vão falar. Não vão? Acho que sim! Não acredito em coincidências", ressaltou Brazão a O DIA.

A PGR já havia denunciado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) que Brazão "arquitetou o homicídio", em março de 2018. Beto Bomba é um dos chefes do Escritório do Crime, milícia de Rio das Pedras. Segundo o UOL, ele aponta três supostos assassinos: Leonardo Gouveira da Silva, o Mad, Leonardo Luccas Pereira, o Leléo, e Edmilson Gomes Menezes, o Macaquinho.

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