Homenagem aconteceu no início da manhã desta quinta-feira - WhatsApp O DIA (21-98762-8248)
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Por RAI AQUINO
Rio - Colegas de trabalho do gari Francisco de Paulo da Silva, de 61 anos, fizeram uma homenagem para ele antes do início do expediente desta quinta-feira. O gari foi morto ao ser vítima de bala perdida quando fazia serviço de capina em um dos acessos ao Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, Zona Norte do Rio.
A homenagem desta manhã aconteceu por volta das 6h na gerência de Ramos da instituição e contou com cerca de 40 pessoas. Elas deram as mãos e fizeram um minuto em silêncio. De acordo com a Comlurb, Francisco era da gerência de Irajá.
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"Fizemos uma oração em memória dele, para confortar a família. Oramos e fizemos um minuto de silêncio pela vida dele", conta o gari Carlos Henrique da Silva, colega de Fernando.
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'FAIXA DE GAZA'
Carlos Henrique conta que o clima no local de trabalho "está triste". Ele também lamenta a fatalidade que aconteceu com o colega e alerta para os riscos que ele e os demais garis estão sujeitos no dia a dia.
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"A gente trabalha na chamada 'Faixa de Gaza', em Manguinhos e no Mandela (em Bonsucesso). Eu, inclusive, trabalho em frente ao Morro do Adeus (no Alemão), que hoje está tendo guerra. O clima tá tenso", ele alerta. "O sentimento agora é de apreensão e insegurança porque a gente trabalha na rua, em comunidade. Tem hora que a gente esta a pé, hora que estamos de caminhão... a gente sai para trabalhar e não sabe se volta... pode ser vítima de acidente, de bala perdida, de carro desgovernado".
O gari descreve o amigo como alguém "trabalhador" e "guerreiro". "Como todos dizem aqui", reforça.
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O corpo de Francisco Paulo está no IML de São Cristóvão, onde a família vai fazer a liberação ainda hoje. Ontem, logo após a morte dele, a Comlurb decretou luto de três dias na instituição, "mantendo a bandeira da sede (na Tijuca) a meio mastro".