Ferido em explosão no Alemão é transferido de hospital; estado é gravíssimo

Outras cinco pessoas estão internadas com quadro grave em dois hospitais e três morreram

Por O Dia

Explosão em casa do Alemão deixou três mortos e 10 feridos
Explosão em casa do Alemão deixou três mortos e 10 feridos -
Rio - Um dos feridos na explosão de uma casa no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, foi transferido para o Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, especializado no tratamento de queimados, na noite desta quinta-feira. Segundo a Secretaria de Saúde, Murilo Fernandes da Silva está em estado gravíssimo. Outras cinco pessoas estão internadas com quadro grave em dois hospitais e três pessoas morreram
Wallace da Rocha Lourenço e Clebio Serzedelo Morais de Abreu permanecem em estado grave no Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Fábio Daniel Diomedes Ferreira chegou morto na unidade após a explosão e Jânio Pereira da Costa morreu na noite de quarta-feira.
Para o Hospital Municipal Salgado Filho, foram levados quatro feridos, todos sem identificação: um deles morreu e os outros estão graves, segundo a Secretaria de Saúde da cidade. Outras três pessoas ficaram feridas, segundo a PM e a Polícia Civil, mas elas não foram localizadas.  
Polícia Civil investiga se local era laboratório do tráfico
A Polícia Civil investiga a explosão de uma casa no Complexo do Alemão. Há informações de que o imóvel seria usado como laboratório por traficantes. De acordo com a 22ª DP (Penha), estão sendo apuradas as circunstâncias da explosão. Diligências estão sendo realizadas para esclarecer o caso.
A casa onde ocorreu a explosão fica próxima da UPP Fazendinha. Os parentes dos feridos que estiveram na quarta-feira no Hospital Getúlio Vargas negam o envolvimento dos jovens com o tráfico de drogas.
Uma mãe, que não quis se identificar, disse que a família faria um churrasco em casa e que o filho estava indo buscar a churrasqueira quando recebeu uma ligação. "Meu filho disse que ia jogar bola. Não sei onde ele estava, não é envolvido com nada".
Uma outra mãe, que teve dois filhos feridos, nega a versão de que o local era um laboratório do tráfico. "Eles estavam num churrasco comemorando o ano novo". Uma irmã de um dos rapazes também partiu para a defesa: "Meu irmão é trabalhador. Tem dois filhos pequenos. Tinha saído para jogar bola".
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