'Deixaram meu irmão no chão, não deram assistência', diz irmão de homem morto na Vila Cruzeiro

A vítima foi baleada na cabeça no momento em que saía para trabalhar, durante um confronto entre PMs e traficantes na região

Por Natasha Amaral

Samuel Menezes era presbítero de igreja evangélica e morreu com um tiro na cabeça na Vila Cruzeiro
Samuel Menezes era presbítero de igreja evangélica e morreu com um tiro na cabeça na Vila Cruzeiro -
Rio - Para Robson Rodrigues, 38 anos, a morte do irmão Samuel Menezes da Conceição, de 47 anos, durante um tiroteio na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, na manhã desta quarta-feira, ainda precisa ser esclarecida. A vítima foi baleada na cabeça no momento em que saía para trabalhar. Em nota, a PM se limitou a dizer que, "pouco depois (da ação), uma equipe da CPP esteve no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, e constatou a entrada de uma pessoa ferida por disparo de arma de fogo".
"Era o irmão mais chegada a mim, me ajudava muito. Ele estava passando para ir trabalhar quando o caveirão passou e bateu de frente com o tráfico. Eu não posso afirmar de onde o tiro saiu, mas deixaram meu irmão caído no chão. A polícia não deu assistência, uma moradora que, por ironia do destino, passou e o levou para o Getúlio Vargas", diz Robson Rodrigues. 
Apesar da PM relatar que a vítima deu entrada "ferida" na unidade de saúde, fotos que circulam nas redes sociais mostram a vítima aparentemente morta na rua da comunidade, na localidade conhecida como Rua da Feirinha. Em nota, a Secretaria de Saúde informou que Samuel já chegou morto ao hospital.
De acordo com moradores, a troca de tiros intensa acontece desde da madrugada. Segundo o aplicativo Onde Tem Tiroteio RJ (OTT-RJ), houve registro de tiroteio e barulhos de bomba nas localidades Cascata, B13, Merendiba, Sacopã, Rua 8, rua A e Terrinha.
Denúncias de abusos de policiais
Relatos que circulam nas redes sociais dão conta que policiais estão invadindo as casas de moradores. A Polícia Militar disse "estar atenta aos relatos e imagens" e que denunciam supostos excessos cometidos por policiais durante a operação.
"A corporação não compactua com desvios de conduta de seus integrantes e, caso sejam comprovados, serão devidamente responsabilizados. Os canais da Corregedoria são : Aplicativo WhatsApp pelo número (21) 97598-4593, por telefone pelo número (21) 2725-9098 ou ainda pelo e-mail denuncia@cintpm.rj.gov.br", disse em nota.
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