Corregedor da Polícia Civil diz que delegada Adriana Belém pode ser afastada

Polícia Civil e Ministério Público fizeram uma megaoperação na manhã desta quinta-feira

Por O Dia

A delegada Adriana Belém
A delegada Adriana Belém -
Rio - O corregedor da Polícia Civil, o delegado Glaudiston Galeano Lessa, disse que Adriana Belém, delegada titular da 16ª DP (Barra da Tijuca) poderá ser afastada do cargo durante o desdobramentos da operação Os Intocáveis II. A afirmação foi feita na tarde desta quinta-feira em uma entrevista coletiva na sede do Ministério Público estadual (MPRJ).
"Se houver algum indício da participação da titular da 16ª DP no curso da investigação penal, ela será afastada da titularidade. Mas, isso é uma decisão que cabe ao secretário, nomear e exonerar ela do cargo que ela exerce", declarou o corregedor. 
Adriana Belém não é investigada, mas tanto Civil e como o MPRJ, por meio Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), acreditam que as investigações da delegada podem ter sido influenciadas.
O Gaeco descobriu que dois agentes da distrital comanda por Belém atuaram contra investigações quem envolviam a milícia que atua no Rio das Pedras e na Muzema, na Zona Oeste da cidade.

"Em relação a parte disciplinar, os dois policiais ativos e o inativo, responderão ao processo administrativo. Os dois com possibilidade de serem demitidos e o terceiro com possibilidade de cassação de aposentadoria, o que significa que os três podem ser excluídos da Polícia Civil", completou Lessa. 

Desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira, a Polícia Civil e o MPRJ realizaram uma megaoperação contra a milícia que age em Rio das Pedras, Muzema e região, na Zona Oeste do Rio. Na operação Os Intocáveis II, como foi batizada, os agentes pretendiam cumprir 45 mandados de prisão e de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital.

Dentre os procurados, estavam  policiais civis da 16ª DP (Barra da Tijuca) e PMs do 18º e 31º BPM (Jacarepaguá e Recreio dos Bandeirantes, respectivamente). O servidor público Joailton de Oliveira Guimarães, da Fundação Parques e Jardins (FPJ), também foi um dos alvos.
DIVERSOS CRIMES

De acordo com o Ministério Público, a organização criminosa age na região desde 5 de junho de 2014 e é liderada por Dalmir Pereira Barbosa, Paulo Eduardo da Silva Azevedo e Epaminondas Queiroz de Medeiros Júnior, conhecido como Capitão Queiroz. O grupo é investigado pelos seguintes crimes:

. Grilagem
. Construção, venda e locação ilegais de imóveis
. Posse e porte ilegal de arma de fogo
. Extorsão de moradores e comerciantes com a cobrança de taxas mediante "serviços" prestados
. Ocultação de bens adquiridos com participação de "laranjas"
. Pagamento de propina a agentes públicos
. Agiotagem
. Utilização de ligações clandestinas de água e energia nos empreendimentos imobiliários ilegalmente construídos

Ainda segundo o MPRJ, a quadrilha usa arma de fogo para manter o controle sobre a região, além de contar com a participação de agentes públicos, ativos e inativos, especialmente policiais militares e civis. Com os servidores, os milicianos conseguem informações privilegiadas para manter as atividades ilegais e, assim, aumentarem sua área de atuação, "arvorando-se assim em poder paralelo ao Estado".

O grupo investigado age através de diferentes núcleos de atuação, dentre eles, a liderança e seus auxiliares diretos, como policial, segurança, financeiro, "laranjas" e imobiliário.
Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia

Comentários