Ação do MP apreende joias de Shanna Garcia na casa de Rafael Alves

Irmão de presidente da Riotur é acusado de operar 'QG da propina'

Por O Dia

Shanna Harrouche Garcia, filha do bicheiro Waldomiro Paes Garcia, o Maninho
Shanna Harrouche Garcia, filha do bicheiro Waldomiro Paes Garcia, o Maninho -
Rio - O Ministério Público do Rio apreendeu, nesta terça-feira, joias de Shanna Harouche Garcia, filha do bicheiro Maninho, na casa de Rafael Alves, irmão de Marcelo Alves, presidente da Riotur. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo e confirmada ao DIA pela advogada de Shanna, Daniela Dias. "Eram todas as jóias que ela tinha. Foram herança, ela ainda não mensurou quantas peças eram", afirmou Daniela.
A ação do MP e Polícia Civil buscou cumprir 17 mandados de busca e apreensão de uma investigação que apura suspeitas de irregularidades envolvendo contratos firmados pela Prefeitura do Rio. Os mandados foram cumpridos na Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Copacabana, na capital; e em Angra dos Reis, na Região da Costa Verde.
Dentre os alvos dos mandados estiveram a sede da Riotur, na Cidade das Artes, e endereços ligados ao presidente da empresa, Marcelo Alves, na Barra, e seu irmão, o empresário Rafael Alves. Na casa de Marcelo, a polícia apreendeu computadores e o celular dele.
O irmão do presidente da Riotur é filiado ao Republicanos, mesmo partido do prefeito Marcello Crivella. Rafael ainda é ex-dirigente do Salgueiro e da Viradouro e foi pré-candidato à Prefeitura de Angra dos Reis nas eleições de 2016. A investigação da operação é do Grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça (Gaocrim/MPRJ) e teve apoio da Coordenadoria de Investigações de Agentes com Foro (Ciaf) e de várias delegacias do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE).
Os mandados foram expedidos pelo 1º Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). O material apreendido foi levado para a Cidade da Polícia, no Jacaré, na Zona Norte do Rio. O MP e a polícia não informaram detalhes sobre os avanços das investigações. O DIA procurou a prefeitura e a Riotur sobre a operação. O município ainda não se pronunciou sobre a ação. A reportagem também tenta contato com Rafael Alves.
Em nota, a Riotur informou que "se coloca inteiramente à disposição dos órgãos fiscalizadores para esclarecer qualquer dúvida que possa existir durante este processo investigativo. Certamente a conclusão da investigação trará luz a esta gestão, que é regida pela dedicação absoluta, responsabilidade, transparência e honestidade, características imprescindíveis para um cargo público e como a Riotur é conduzida".
Procurado, o Republicanos informou que "não compactua com atos ilícitos, é a favor da apuração dos fatos e garante aos seus filiados o direito de defesa".

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