Itália registra 793 mortes no país em 24 horas

Após novo recorde de mortes, autoridades da Lombardia anunciam multa de 5 mil euros para conter reuniões em espaços públicos

Por O Dia

Corpos de vítimas em igreja na província de Bérgamo, no Norte da Itália
Corpos de vítimas em igreja na província de Bérgamo, no Norte da Itália -

A Itália registrou ontem novo recorde em número de mortes devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19). Em 24 horas, foram 793 casos, elevando para 4.825 o número total de mortos no país, hoje considerado o maior epicentro do surto da doença no mundo. A região italiana mais atingida continua sendo a da Lombardia, no Norte da Itália, que registrou 546 mortes e 3251 casos confirmados no período.

Segundo o jornal Corriere Della Sera, o governador da Lombardia, Attilio Fontana, editou ontem nova lei impondo restrições mais severas à circulação de pessoas. As medidas foram anunciadas após reunião de emergência convocada na parte da tarde. Dentre as iniciativas, está a proibição de reuniões em espaços públicos sob pena de multa de cinco mil euros.

"A situação não melhora, pelo contrário, continua piorando a cada dia. Não sei mais como fazer com que todos entendam que o isolamento é necessário. Somente com a extrema limitação dos contatos interpessoais podemos tentar reverter essa tendência de aumento dos casos na Itália", disse Attilio Fontana.

As novas medidas de restrição foram acordadas em conjunto com os prefeitos e associações comerciais da Lombardia. As regras começam hoje e permanecem em vigor até o dia 15 de abril.

Além da proibição de reunião em espaços públicos sob pena de multa, as normas incluem também o encerramento das atividades de todas as empresas privadas e públicas que não prestem serviços essenciais; fechamento de todas instalações de hospedagem; paralisação de atividades em canteiros de obras; proibição da prática de exercícios ao livre, mesmo que sozinho e paralisação das máquinas 24 horas de venda de bebidas e alimentos.

Mercearias e farmácias continuam abertas, desde que os consumidores e funcionários respeitem a distância mínima de um metro uns dos outros. A mesma norma vale para os transportes públicos.

 

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia

Comentários