Comércio de portas fechadas pela cidade

Polícia Militar foi ao Mercadão de Madureira, na Zona Norte, e orientou o fechamento do centro comercial. Outros estabelecimentos estavam fechados ou vazios

Por Lucas Cardoso

Rio,21/03/2020-MADUREIRA,Mecadao de Madureira fechado pela Policia Militar ,na foto.mecadao fechado .Foto: Cleber Mendes/Agência O Dia
Rio,21/03/2020-MADUREIRA,Mecadao de Madureira fechado pela Policia Militar ,na foto.mecadao fechado .Foto: Cleber Mendes/Agência O Dia -

Seguindo a orientação de reduzir as áreas de aglomeração na cidade, a Polícia Militar foi, ontem, ao Mercadão de Madureira, na Zona Norte, e orientou o fechamento do centro comercial. Segundo a administração do mercado popular, os lojistas que não trabalhavam com a venda de alimentos, álcool gel e outras áreas essenciais já haviam sido orientados a não abrir no sábado, mas nem todos respeitaram a determinação do governo, o que ocasionou no fechamento de todo os estabelecimentos.

Assim como em Madureira, outros bairros tiveram um sábado de portas fechadas no comércio e restaurantes com mesas vazias. A reportagem de O DIA rodou por ruas da Zona Sul e Centro e não encontrou nenhum estabelecimento descumprindo a lotação máxima de 30% definida no decreto.

Acostumados a ter lotação quase máxima antes do isolamento, os funcionários do bar Marins, na Rua Voluntários da Pátria, passam seu tempo aplicando álcool 70% nas mesas para mantê-las limpas a espera de novos clientes. "Hoje só atendemos aqui um cliente. O restante está fazendo pedidos pelo telefone e aplicativos de entrega", conta o gerente do bar, Luiz Araújo.

Em Copacabana, a gerente do restaurante Sem Balança, Mônica Chapiro, de 48, conta que tem atendido chamados de idosos que comiam no estabelecimento, mas não estão podendo sair de casa."Para atender a demanda dos clientes idosos estamos oferecendo a entrega em casa", diz.

Em Ipanema, um restaurante da rede La Mole fechou o segundo andar no salão e reduziu o número de mesas para evitar a aglomeração de clientes, mas a medida não era necessária. A idosa, Lione Wortom, de 66, aprova a redução de mesas. "Infelizmente nesse momento não podemos ser calorosos. Chega ser esquisito, mas é o melhor a se fazer", lamenta.

 

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