Crivella cogita 'lockdown' em bairros da Zona Oeste a qualquer momento

Prefeito disse que se aglomeração na região não diminuir, irá proibir a circulação de pessoas e abertura do comércio em Bangu, Santa Cruz e Campo Grande

Por O Dia

Crivella no gabinete de crise no município, no Riocentro
Crivella no gabinete de crise no município, no Riocentro -
Rio - O prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) disse, na manhã desta quarta-feira, que pode determinar a qualquer momento o lockdown (fechamento total) nas áreas mais críticas da cidade por causa do novo coronavírus (covid-19). A medida pode ser adotada em Bangu, Campo Grande e Santa Cruz, na Zona Oeste, bairros que têm registrado índices alarmantes na concentração de pessoas nas ruas.
"(O lockdown) pode acontecer hoje, pode acontecer amanhã", avisou. "Vai ficar uma guarnição da Guarda Municipal dia e noite, de um lado e de outro. Não passa ninguém, não entra ninguém. Infelizmente, se não houver consciência por parte desses comerciantes e de seus clientes, muitos inclusive sem máscaras, vamos ter que adotar essa medida antipática, radical, porém necessária nesse momento".
Ontem, o Ministério Público estadual (MPRJ) pediu para que o prefeito e o governador Wilson Witzel (PSC) avaliem a possibilidade de adotarem o "lockdown" no estado e na capital. O estado e o município têm até esta quinta para enviarem um estudo técnico sobre o tema à entidade.
CASOS NA ZONA OESTE
A Zona Oeste é uma das regiões mais afetas pela doença na capital. Das 713 mortes registras na cidade, até o momento, 262 são da Zona Oeste, o que representa cerca de 37% do número de vítimas fatais no Rio. Dos 10 bairros com mais casos de mortes, seis deles, aliás, são da região.
Campo Grande lidera o número de vítimas fatas da doença no município (38), seguido de Copacabana (37) e Bangu (36).

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